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A LITURGIA FORMADORA DE MISSIONÁRIOS

Dom Manoel João Francisco
Bispo de Chapecó
 
 
1. As contribuições da liturgia para a missão continental
 
Num continente com tantos desafios para que a liturgia realize sua missão de "promover tudo o que conduz ao chamamento de todos ao seio da Igreja" (SC 1) parece que se poderia considerar as seguintes frentes de trabalho:
§            Recuperar as expressões celebrativas autênticas, fundadas na Bíblia e na tradição litúrgica para que sejam, de fato, alimento da verdadeira mística cristã;
§            Promover as grandes linhas teológicas da SC e dos demais documentos do Concílio Vaticano II, diante do reflorescimento e crescimento de uma tendência devocionalista, intimistas e subjetivista que desponta com muito vigor;
§            Trabalhar, não obstante os avanços feitos, a linguagem simbólica, própria da liturgia e que, com facilidade, se esvai em alegorias ou em linguagem "espetacular" próprias da televisão;
§            Ajudar as pastorais entender que a liturgia é fonte da espiritualidade cristã e de toda ação evangelizadora;
§            Fazer um investimento sério, a médio e a longo prazo, na inculturação da liturgia na cultura urbana, bem como nos meios indígenas e afros;
§            Encaminhar ações concretas para superar o vazio e a distância que se criou ou está se criando entre o que se entende por celebração cristã e a "liturgia" veiculada pelos meios de comunicação social e a praticada em alguns movimentos eclesiais;
- Planejar por todos os meios disponíveis a formação litúrgica em todo os níveis;
- Trabalhar a organização de espaços celebrativos inculturados, à luz da teologia da liturgia;
- Estudar alternativas para fomentar a formação da música ritual como "parte integrante da liturgia" e alimento e condicionante eficaz da fé.
-  Inserir na celebração as preocupações com a preservação da criação, enfatizando os aspectos cósmicos e a responsabilidade com o meio ambiente;
- Possibilitar uma liturgia mais ecumênica, que avance para além do calendário da semana de oração pela unidade dos cristãos, e que inclua a referência e a prece a outras expressões religiosas, exercitando a tolerância e ultrapassando o proselitismo, como expressão de nossa catolicidade;
- Acolher na dinâmica da celebração a necessidade de uma cultura de paz e os avanços feitos neste sentido, enfatizando os aspectos pacifistas do Evangelho.
 
Conclusão
 
A liturgia e a missão devem ser vividas na unidade do mistério. Jamais terá sentido opor, justapor ou preferir uma à outra. Não são duas especializações ou duas faces da Igreja.
Tudo é questão de FONTE.   “A Igreja não é uma quando celebra a liturgia e outra quando seus membros a vivem: apenas age diversamente. O mesmo acontece com sua missão. Não tem uma face voltada para Deus e outra voltada para os homens. Sua missão nos últimos tempos é ser o rosto de Deus no qual os homens podem reconhecer aquele que procuram e, na mesma luz, o rosto dos homens que reflete a glória de Deus (cf. 2 Cor 4,6)” (J. Corbon, Liturgia de Fonte, São Paulo, Paulinas, 1981, pág. 192).
A Igreja recebe e descobre a sua missão quando celebra a Liturgia.   “A liturgia celebrada e a liturgia da missão são os dois momentos do mesmo amor: como amar nossos irmãos se não acolhemos antes Aquele que nos ama primeiro? São os dois movimentos do mesmo mistério pascal” (J. Corbon, idem, pág. 193).
Sem a Liturgia, a missão vira publicidade.   “Só podemos ser testemunhas daquele que ouvimos, que nossos olhos contemplaram e que nossas mãos tocaram se seu fogo nos purificar até moldar-nos totalmente a ele. Da epiclese de nosso batismo à de nossas eucaristias, é este mesmo fogo que age em nós para que a vida realize sua obra em nossos irmãos” (Ibidem, pág. 196).
 
É por isso que em todas as celebrações somos enviados:
“IDE! O Senhor vos acompanhe!
A alegria do Senhor seja a vossa força!
Glorificai o Senhor com vossa vida!
Levai a todos a alegria do Senhor ressuscitado!”
 
E de nosso coração dilatado, alimentado pela partilha do pão da Palavra e da Eucaristia, brota a expressão de júbilo pelo dom da Liturgia e da Missão:
“Graças a Deus!”[1]
 
 

 

Perguntas para os grupos:
 
1.         Se tivéssemos que enumerar as contribuições acima citadas, em valor de prioridade para a nossa comunidade, quais seriam as 3 que apontaríamos como mais urgentes?
2.         O que poderíamos fazer concretamente para colocá-las em prática? Como? Quem? Quando?
 
 
 
 
 
 
 


[1] Agradeço aos liturgistas que fazem parte da Equipe de Reflexão da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia (Pe. Gregório Lutz, Frei Ariovaldo da Silva, Frei Faustino Paludo, Pe.Marcelino Sivinski e Pe. Gustavo Haas), como também ao Pe. Marcelo Guimarães, que me ajudaram na elaboração destes textos.


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