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A MORTE, PLENITUDE - DA PÁSCOA DE CADA CRISTÃO

Do ponto de vista da reação humana, a morte de um familiar ou amigo normalmente causa impacto e provoca reações, pois ela sempre atinge as pessoas, independentemente da situação sócio-religiosa que ocupam. As reações variam entre a indiferença, o pânico ou a atitude de quem assume na fé a realidade da morte. Somente esta última revela o autêntico sentido cristão da morte.
        Neste texto pretendemos olhar para a morte fixando nossa atenção na celebração cristã das últimas despedidas de um ente querido, tendo por base o sentido teológico da morte, expresso no Ritual de Exéquias (RE) do Concílio Vaticano II e também o subsídio para as celebrações das exéquias “Nossa Páscoa”, recentemente publicado por iniciativa da CNBB.
        Ao se tratar da reforma litúrgica do RE o Concílio Vaticano II quis que fosse dada maior ênfase à “índole pascal da morte cristã” (SC 81). Esta preocupação fez-se necessária porque no decorrer dos séculos a celebração da morte foi entendida mais como sufrágio e propiciação pelas “almas dos defuntos” (intercessão pelo perdão de seus pecados), do que como participação do fiel no mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo.
        Embora seja importante pedir a Deus pela salvação dos defuntos, este não é o principal aspecto da celebração das exéquias. Desde as origens e ao longo da Tradição a morte sempre foi entendida como passagem para a vida eterna, chegando o Apóstolo Paulo a desejá-la: “o viver para mim é Cristo é o morrer é lucro” (Fl 1,21).
        Atualmente o RE oferece possibilidades de celebrações variadas, capazes de suscitar a esperança cristã na vida eterna, bem como o compromisso solidário, sobretudo para com as vítimas da violência, da opressão e exclusão. Compreendida como a páscoa definitiva de cada cristão, a morte é iluminada pela fé em Jesus Ressuscitado. Torna-se anúncio e, ao mesmo tempo, realização da promessa de vida em plenitude. Afinal, do mesmo modo como o Pai ressuscitou Jesus dentre os mortos, também ressuscitará o nosso pobre corpo mortal e o fará semelhante ao Corpo glorioso do Senhor. Este é o fundamento da esperança cristã e o consolo para o povo ainda a caminho, em meio às lágrimas da saudade, até que chegue o Reino definitivo.
        Libertado dos laços da morte pelo sacrifício do Cordeiro imolado na cruz, o cristão participa do mistério de Cristo através de ações simbólico-sacramentais ao longo de sua existência, a começar pelo batismo, e adquire proporções cada vez intensas de configuração a este mistério até que chegue à manifestação de sua plenitude na eternidade, o que se dá pela morte real de cada pessoa.
        A experiência da morte e ressurreição em Cristo, antecipada misticamente no batismo, completa-se na morte real de cada cristão. A partir disso, pode-se afirmar que a morte do cristão é a sua derradeira páscoa, na páscoa de seu Deus e Senhor. No dizer dos santos Padres é o dia do seu verdadeiro nascimento.
        Do ponto de vista cristão, a eucaristia tem sido a maneira mais utilizada para se celebrar a morte de um ente querido, muito mais do que as outras celebrações exequiais. Veja-se, por exemplo, a importância dada às missas de sétimo dia.
        Insistimos que, sendo por excelência a celebração do mistério da morte e ressurreição de Cristo, a eucaristia deve ser o mais elevado momento para professar a fé na vida eterna enquanto se aguarda a vinda gloriosa do Senhor Ressuscitado. Nela, com efeito, aclamamos jubilosos o memorial do mistério pascal do Senhor e a feliz esperança de que também nós possamos entrar na plenitude da vida: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!”
       
        Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:
        1. Quais os fundamentos teológicos para se entender de forma positiva a morte de nossos entes queridos?
        2. Sabemos que o ritual renovado pelo Concílio Vaticano II recuperou a “índole pascal da morte cristã”. Mas, o que podemos fazer para que se recupere na prática a riqueza teológica da morte entendida como páscoa dos cristãos?

Pe. José Adalberto Salvini

       



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