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Fonte: Católico.org
 
 
 
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DESAFIOS E PERSPECTIVAS NA CELEBRAÇÃO DE EXÉQUIAS

Cada celebração de exéquias em si mesma é sempre um desafio que exige uma constante e renovada sensibilidade litúrgico-pastoral, desde a preparação até a execução da celebração.
São muitos os desafios para que a celebração das exéquias possa ser expressão da pascalidade da morte cristã. Expomos, a seguir, alguns que consideramos mais emergentes.
Entre estes desafios colocamos a presidência da celebração e destacamos que o Ritual de Exéquias (RE) de Paulo VI avançou significativamente ao permitir que os leigos e leigas pudessem presidi-las. Num esforço de adaptação à realidade brasileira surgiu como iniciativa da CNBB o subsídio “Nossa Páscoa”, que contém várias modalidades de celebrações a serem presididas especialmente por ministros leigos.
O ministério dos leigos tem sido uma eficaz resposta pastoral, sobretudo nos grandes centros urbanos e nos lugares onde a presença de ministros ordenados é escassa. Felizmente muitas Dioceses do Brasil já iniciaram este trabalho da Pastoral da Esperança. No entanto, estejamos conscientes que há um caminho a ser desbravado no sentido de preparar melhor estes ministros e ministras, a fim de que possam exercer o ministério da esperança não só com a boa vontade característica dos cristãos, mas com a competência de uma formação litúrgico-teológica que os capacite para celebrar as exéquias como uma realidade tipicamente pascal.
Outro desafio é a formação da assembléia litúrgica. Em geral, a celebração pelos defuntos reúne pessoas que professam a fé de modos diversos para se despedirem de um ente querido. O grande valor ai presente é a solidariedade para com os enlutados. Este fato de estarem juntos já é realização parcial daquela comunhão desejada por Cristo e figura da comunhão definitiva de todos no céu.
Será sempre oportuno valorizar este momento ecumênico como sinal de unidade e testemunho da fé comum no Senhor Ressuscitado. Estas assembléias litúrgicas reúnem, além de pessoas que professam credos religiosos distintos, também irmãos cristãos afastados e não praticantes. É uma oportunidade de oferecer-lhes uma reflexão séria sobre a vida, a fim de que orientem a própria existência no caminho da conversão, a partir da escuta e vivência da Palavra de Deus.
Um terceiro desafio consiste nas novas modalidades de luto existentes na sociedade pós-moderna. A simples abolição de ritos tradicionais de luto pode causar graves incômodos na ordem psíquico-social, que ofuscam o processo de assimilação do mistério da pascalidade da morte e sua celebração.
O ritmo ritualizado de cada etapa do luto encontra nas celebrações litúrgicas o processo normal de recondução da normalidade da vida. Ainda que marcadas pela dor humana da separação, as lágrimas dos cristãos são consoladas pela fé. As celebrações litúrgicas, especialmente as que são realizadas no sétimo dia e nos aniversários de morte, auxiliam os cristãos a viverem o luto como um elemento salutar e necessário no processo da caminhada da fé.
Por fim, um outro desafio será a escolha da inumação ou da cremação do corpo. A nova disciplina sobre a cremação, ao lado de outros fatores, tem acelerado a prática da cremação. É significativo o aumento dos crematórios no Brasil.
Um ritual apropriado para a celebração de cremação e recepção das cinzas se encontra no subsídio “Nossa Páscoa” (Cf. CNBB. Nossa Páscoa: subsídios para a celebração das exéquias. São Paulo, Paulus). Este é um importante passo para que se supere a mentalidade de que a cremação do corpo se opõe à fé cristã.
Cada momento histórico sempre teve e terá os seus desafios para que a celebração das exéquias manifeste autenticamente a pascalidade da morte cristã. O atual RE e o subsídio “Nossa Páscoa” oferecem os elementos necessários e abrem espaço à salutar criatividade litúrgica, a fim de que por ocasião da morte se possa experimentar a certeza da ressurreição como última palavra para o enigma da morte.
Constatamos que há uma profunda relação entre a páscoa de Cristo e a páscoa dos membros de seu Corpo Místico, iniciada no batismo e levada à perfeição ao longo da existência terrena, atingindo seu ápice na morte real. É a partir deste ponto que se compreende que a celebração das exéquias é um modo altamente expressivo para manifestar a pascalidade da morte cristã. Assim, podemos afirmar e crer que, uma vez desfeita pela morte a nossa habitação terrena, nos é dada no céu uma habitação incomparável (Cf. MISSAL ROMANO. Prefácio dos defuntos I).    
A celebração das exéquias, em suas diversas etapas, é marcada pela acolhida fraterna de irmãos, pela escuta orante da Palavra de Deus e, quando possível, culminada com a celebração eucarística.
Porém, não basta um RE que recupere a pascalidade da morte cristã. É preciso que os textos e as ações simbólico-rituais tomem forma expressiva na dinâmica da celebração. Isto dependerá de uma catequese e de uma eficaz pastoral litúrgica que ajudem a compreender a índole pascal da morte cristã, a preparar e realizar bem cada celebração.
Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:
1.                 Que outros desafios despontam em sua realidade para que a celebração das exéquias seja expressão da esperança cristã que afirma a vida eterna em Cristo Ressuscitado? Quais os passos para superá-los?     2.                 Como viver o luto na sociedade pós-moderna?      3.                 O que fazer para que as celebrações por ocasião da morte se tornem expressão da solidariedade cristã e fonte de compromisso em favor da vida em plenitude?

 

Pe. José Adalberto Salvini



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