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Como ler a Bíblia - 1ª parte

Um dos grandes desafios na leitura da Bíblia, é nos apropriar de um método que de fato ajude a fazer uma leitura fiel. Método que dizer caminho, passos a serem dados para chegar a um objetivo. Não basta tomarmos a Bíblia na mão e lê-la, sem termos alguns critérios que possam nos orientar na interpretação da mesma.
            Essa é, aliás, a preocupação que muitos manifestam quando se fala da Bíblia. Especialmente tratando-se de passagens um pouco mais complicadas. Como fazer uma interpretação fiel? Quais os passos a serem dados? Que elementos precisamos ter como pano-de-fundo ao ler a Bíblia? Que método seguir? A Bíblia é uma faca de dois gumes: pode ser usada para defender a vida, a liberdade e a dignidade das pessoas. Pode ser usada também para dominar consciências e justificar leis e normas absurdas.
            Junto das questões colocadas acima, está a preocupação de construirmos um método que seja popular para ler a Bíblia. Após o Concílio Vaticano II, a Igreja assumiu um grande desafio, ou seja, devolver a Bíblia ao povo. Fazer com que a Palavra de Deus possa estar ao acesso de todos os batizados e batizadas, especialmente das lideranças em nossas comunidades, no desempenho de seu ministério. Pablo Richard, teólogo e biblista, diz que “a leitura popular da Bíblia é uma prática de leitura da Bíblia, realizada geralmente nas CEBs inseridas em meios populares na América Latina, que procuram resgatar o sentido histórico e espiritual da Bíblia, a partir da experiência da presença e revelação de Deus no mundo dos pobres” (Ribla, n. 1, p. 8).
            Ainda, no mesmo artigo, Pablo Richard recorda duas verdades bem simples, porém fundamentais: Em primeiro lugar, é importante distinguirmos entre Bíblia e Palavra de Deus. “A Bíblia não esgota a Palavra de Deus e esta, por sua vez, transcende o texto bíblico. A Bíblia foi escrita numa época e num espaço bem determinados. A Palavra de Deus transcende essa história” (Ribla, n. 1, p. 11). Isso é importante, porque nos faz tomar consciência de algo muito simples e profundo, que a Palavra de Deus se manifesta através dos acontecimentos de hoje. Nesse sentido, a Bíblia tem uma função bem clara: ser instrumento para percebermos a voz de Deus no mundo de hoje.
            Assim, um outro aspecto interessante na relação entre Bíblia e Palavra de Deus, é que o único absoluto é a Palavra de Deus e a Bíblia é um instrumento necessário, mas relativo. “Ou seja, entende-se em relação à Palavra de Deus. Por isso, a leitura popular da Bíblia se acha em relação a um absoluto; acha-se a serviço do discernimento e da comunicação da Palavra de Deus hoje no mundo dos pobres” (Ribla, n.1, p. 11). Ler a Bíblia nessa perspectiva é reforçar o povo como sujeito da história, que através da experiência de Deus, luta para construir um mundo novo, sinal do Reino de Deus. Como Jesus de Nazaré, rompe com as estruturas de morte para que todos tenham vida (Jo 10,10).
Por isso, ao longo deste ano, através do Jornal Diocesano, refletiremos sobre um jeito de ler a Bíblia que seja acessível, popular, e ao mesmo tempo profundo e fiel, no sentido de proporcionar a todos/as a possibilidade de ler, entender e fazer da Bíblia uma ferramenta para viver melhor nossa missão enquanto cristãos no mundo de hoje.
 
Para refletir:
1)      Qual o método que sigo para ler a Bíblia?
2)      Que dificuldades encontro?
3)      Como a Bíblia pode tornar-se um instrumento para nossa libertação?
 
Pe. Ademir Rubini
 
 


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