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Como ler a Bíblia - 3ª parte

“Por causa de Jesus Cristo perdi tudo, e considero tudo como lixo, a fim de ganhar Cristo e estar com Ele” (Fl 3,8-9)
 
            Quando interpretamos a Bíblia, somos influenciados por nossas concepções de mundo, da vida, de religião, etc. Não há como ser diferente. Anormal seria querer ler a Bíblia, esquecendo-se da vida, do mundo ou de qualquer preocupação material. Quando falamos, por exemplo, de Jesus, abordamos vários enfoques de sua pessoa. Isso é positivo, na medida em que eles se integram e ajudam enriquecer. O problema surge quando há visões contrárias umas às outras. Como então saber o que é verdade? A Bíblia aceita todas as interpretações?
            Essas maneiras opostas de ler a Bíblia não são de hoje. Jesus e os doutores da Lei tinham uma visão diferente dela. Em Mc 2,23-28, Jesus e os discípulos estavam passando por um campo de trigo e arrancaram algumas espigas. Pela Lei, era proibido fazer isso em dia de sábado. Aí Jesus, após discutir com eles, finalizou: “O sábado foi feito para servir ao homem, e não o homem para servir ao sábado” (v.27). A mesma Lei foi interpretada de modo diferente. A questão é que, para Jesus, a vida está como centro do Projeto de Deus e não a Lei.
            Mesmo sabendo que a Bíblia foi escrita por muitas pessoas, em épocas e culturas bastante diversas da nossa, dificultando sua compreensão, precisamos ter presente que as principais causas das leituras distorcidas da Bíblia não estão nela, mas em seus leitores e ouvintes.  
Como superar esses perigos? Algumas dicas são importantes:
a)      Não ir à Bíblia para justificar, de qualquer maneira, idéias e doutrinas. Especialmente usando frases descontextualizadas;
b)      Não ir à Bíblia somente para ter mais conhecimentos bíblicos. Isso é muito pouco.
c)      Mais importante que a Bíblia é a vida. Esta é o centro do Projeto de Deus. O critério básico são as situações existenciais, ou seja, as necessidades da vida concreta.
d)     A busca da felicidade é inerente a todo ser humano. A Bíblia quer ajudar as pessoas a serem felizes. Tudo o que impede a felicidade é algo anti-humano e anti-bíblico. “Ler a Bíblia e viver de cara feia, fechada, condenando todo anseio de felicidade nas pessoas, falando e impondo proibições e mais proibições é impossível. Algo está errado. Uma pastoral de proibições não pode estar inspirada na Bíblia. Não foi a pastoral de Jesus” (Luis Mosconi). Quando Jesus pediu para seus discípulos renunciarem a si mesmo e tomarem a sua cruz para segui-lo, não quis dizer que a cruz é algo bom. O importante é seguir Jesus e não tomar a cruz. Esta somente tem sentido como conseqüência da opção por Jesus e seu projeto.
 
Para refletir:
1)      Quando leio a Bíblia, qual a minha preocupação principal?
2)      O que significa dizer que a Bíblia está a serviço da nossa felicidade?
3)      Em nossa comunidade, o que é mais forte, as proibições ou a preocupação com a vida concreta das pessoas?
 
Pe. Ademir Rubini           
           
             


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