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Fonte: Católico.org
 
 
 
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Como ler a Bíblia - 4ª parte

Na parte anterior vimos como o povo foi interpretando a presença e a ação de Deus ao longo de sua história. Assim, a Bíblia foi sendo escrita e retomada em cada momento histórico, interpretando-a a partir de cada contexto. Seguiremos, olhando agora as outras etapas e suas respectivas leituras.
 
A leitura da Bíblia nos anos 100 a 500 dC:
 É a época dos Padres da Igreja. Num contexto de perseguição, os cristãos tinham a Palavra como caminho, havia um autêntico testemunho da Palavra de Deus. Até o ano 300 a Igreja era marcada por fortes perseguições por parte do Império Romano. A leitura bíblica e dentro dela o Projeto de Jesus gerava confronto com a sociedade, ia contra as práticas pagãs do Império Romano. A partir de 313, com Constantino, houve a liberdade de culto. Em 380, com Teodósio, o cristianismo tornou-se a religião oficial do Império. A própria Igreja foi incorporada ao Império. O cristianismo fez aliança com o Império Romano, perdendo a autonomia e a liberdade diante do poder político-econômico. Os comentários bíblicos realizados pelos Padres da Igreja tiveram certas lacunas como, por exemplo, um certo machismo. Por outro lado, temos muito a aprender com eles. Dentre suas principais contribuições destacamos:
a)     Leitura a partir dos pobres: “Todo dia um Nabot cai ao solo. Todo dia um Nabot é assassinado...Tu não estás dando ao pobre o que é teu, mas lhe devolves o que é dele. A terra pertence a todos, e não apenas aos ricos.” (Santo Ambrósio). “Você vem participar da Eucaristia? Então, não humilhe seu irmão. Não despreze o faminto.”(São João Crisóstomo).
b)     Leitura eclesial: Condenavam leituras individualistas e desligas da comunidade eclesial. “É preciso ter alma de Igreja para interpretar fielmente as Escrituras.” (São Jerônimo).
c)      Leitura orante: Na leitura orante, a Palavra de Deus é ouvida, meditada, rezada e encarnada.
 
A leitura da Bíblia durante a idade média (anos 600 a 1400dC):
Nesse período a leitura bíblica foi muito dificultada. A Bíblia era mais usada para justificar os dogmas, a moral, sem fazer uma leitura voltada ao original, ao contexto em que foi escrita. Era uma leitura sem história.  Surgiram nessa época dois métodos de leitura da Bíblia: o moral – ligar a Palavra à vida prática e o escatológico – aponta o fim dos tempos. A hierarquia da Igreja foi se afastando cada vez mais do povo. O poder clerical atrelou-se ao poder político e econômico. O papa e os bispos tornaram-se príncipes. Porém, houve movimentos de renovação como, por exemplo, o de São Francisco de Assis.
 
A Bíblia na reforma protestante:
Apelo para uma volta às fontes da Bíblia. Lutero afirmou: “A Escritura Sagrada é a única fonte de fé” Ele recusou qualquer comentário bíblico e imposição do magistério eclesiástico. Destacou o valor da consciência, a separação entre fé e política (a fé foi privatizada), recusou a Bíblia Vulgata e adotou a Bíblia hebraica, traduzindo para o alemão. A reforma protestante cuidou quase exclusivamente da salvação individual. A fé ficou interiorizada. Ao mesmo tempo em que apelava para um radicalismo evangélico, foi distanciando a Bíblia dos problemas sociais e políticos do povo.
 
A Bíblia na contra-reforma católica:
Considerando a Bíblia como livro difícil, tirou-a do meio do povo e a guardou nas bibliotecas, nos mosteiros e em alguns centros de estudo. Aceitou os comentários bíblicos dos Padres da Igreja como os únicos qualificados. Entrou em choque com a ciência (Galileu Galilei – 1616). O Concílio de Trento (1545-1563) clericalizou a Bíblia, fechando-a ainda mais para o povo. Elaborou-se a “História Sagrada”, com textos selecionados.
 
Questões para refletir:
1.      Qual a contribuição dos santos padres na interpretação da Bíblia?
2.      O que significa para nós hoje voltar às fontes da Bíblia?
 
 Pe. Ademir Rubini
 
 


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