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Fonte: Católico.org
 
 
 
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Como ler a Bíblia - 6ª parte

Nesta parte, continuaremos a ver como a Bíblia foi lida e interpretada no período posterior à contra-reforma católica até nossos dias.
 Nascimento da exegese moderna – séc. XVII-XVIII: Firma-se o método histórico-crítico. O surgimento das novas descobertas científicas ajudaram a superar a leitura pietista e ingênua, que por vezes, se fazia da Bíblia. Isso possibilitou uma leitura mais crítica e mais ligadas à história.
 Racionalismo e positivismo – séc. XIX: Do pietismo ingênuo, caiu-se para o outro extremo, com uma tendência de valorizar somente o que passasse pelo crivo das ciências. Neste período, havia quem afirmava só poder existir ou ter existido o que fosse racional, o que poderia ser experimentado e comprovado pela ciência e pelos fatos. O resto era mito e invenção da ignorância. Apesar disso, podemos perceber alguns pontos positivos desta época: recuperação do valor da história, situando o texto bíblico dentro de um contexto histórico, lendo mais criticamente a Bíblia. Porém, foi uma leitura que surgiu e ficou nas universidades, afastando-se do povo simples e pobre. Era uma leitura burguesa, racionalista, sem oração, sem fé, sem liturgia, sem compromisso. A Igreja condenou tal forma de interpretar.
 
Leitura bíblica do séc. XX: Destacou-se nesse período a história das formas dos Evangelhos, ou seja, antes dos Evangelhos escritos, havia tradições orais transmitidas nas primeiras comunidades. Em 1942, o papa Pio XI publicou a encíclica Divino Afflante Spiritu, reconhecendo o valor do método histórico-crítico na exegese bíblica. Somente nesse período a Igreja reconheceu seu valor. Isso veio contribuir na interpretação bíblica. Aprofundou-se os gêneros literários, o contexto, nasceu a crítica diante do texto bíblico, em oposição à leitura pragmática, subjetivista, fundamentalista. Nesse contexto surgem:
*A CRÍTICA TEXTUAL: tem como objetivo reconstruir o texto, assim como foi escrito pelo autor bíblico e procurar verificar a confiabilidade da cópia dos textos que chegaram até nós. Nesse sentido, precisamos ter cuidado com as traduções, pois um termo mal traduzido pode deturpar o sentido do texto.
*A CRÍTICA HISTÓRICA: Nos leva à história da produção do texto (no momento em que o povo viveu) e a história da redação do texto (que é sempre posterior aos acontecimentos). Lembrar que primeiro a Bíblia foi vivida, contada, celebrada... e num período posterior foi escrita, não ao “pé-da-letra” como os fatos aconteceram, mas a partir de uma leitura teológica dos fatos acontecidos.
*A CRÍTICA LITERÁRIA: Para descobrir a intenção do autor. O que o autor quis dizer levando em consideração as circunstâncias e modalidades da produção do texto (estilo, gênero literário, destinatário...)
 A partir o Vat. II , com a constituição Dei Verbum, firma-se que o magistério católico não está acima da Palavra e sim deve servi-la. Há uma renovação em toda a Igreja (litúrgia, eclesiológica, pastoral...), apartir de uma nova visão da Bíblia. Há uma volta às origens e uma desclericalização da Bíblia, buscando um sentido para hoje.
Movimentos de militantes cristãos, como a JOC (Juventude Operária Católica), com o método Ver-Julgar-Agir, convidava a ler e viver a Palavra de Deus dentro da realidade sócio-política. A leitura e o estudo da Bíblia, antes reservados ao magistério eclesiástico e aos especialistas, passaram a ser incentivados para que todo o povo pudesse fazer, trabalhando dentro de uma leitura popular. Na América, com o surgimento da Teologia da Libertação e os documentos Medellín-Puebla-Santo Domingo, as CEBs, os mártires da justiça, inserção dos religiosos/as nos meios populares, a leitura feminista da Bíblia...foi surgindo um novo rosto da interpretação bíblica.
 
 Questões para refletir:
1.      Que espaços temos, em nossa comunidade, para o estudo e o aprofundamento da Bíblia?
2.      Que passos a mais podemos dar nessa direção?
 
Pe. Ademir Rubini
 


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