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Como ler a Bíblia - 10ª parte

Tendo presente os fundamentos básicos do Método de Leitura Popular da Bíblia, que vem sendo trabalhado a partir do Concílio Vaticano II, especialmente na América Latina, podemos tirar algumas conclusões, a partir da reflexão de Luis Mosconi.
1.      Bíblia não é farmácia onde se compram remédios para determinada doença. A Bíblia é mais como um raio-X. Revela o estado de saúde e aponta sugestões. A escolha do remédio fica por nossa conta.
2.      A Bíblia não traz respostas mágicas para todo tipo de problema. Não diz o que devo fazer concretamente. Aponta caminhos, luzes, linhas de orientação. As concretizações devem ser feitas por nós.
3.      A Bíblia é como a luz que ilumina uma sala. A arrumação da sala é tarefa nossa.
4.      A Bíblia não deve justificar e sim interpelar, questionar, converter.
5.      A Bíblia aponta caminhos e dá força para a caminhada. Quem deve organizar a caminhada somos nós, a partir das situações concretas de hoje.
6.      A Bíblia e a vida são dois livros que precisam andar juntos. Somos chamados a descobrir a Palavra de Deus que está dentro dos dois livros.
7.      É preciso resgatar as utopias da Bíblia e vivenciar tudo isso em nosso cotidiano.
 
A leitura bíblica precisa ser acompanhada de mística e espiritualidade. A palavra mística lembra mistério, experiência de algo profundo, que não aparece, não se vê, mas existe. Uma das maiores crises atuais, que as pessoas enfrentam, é a ausência de motivações profundas para seu agir.
Porém, o problema não é somente ter ou não motivações, mas é importante nos perguntar que tipos de motivações impulsionam nosso agir. A mística cristã é uma experiência profunda, existencial, envolvente com o mistério da Santíssima Trindade; por ela se acolhe a Jesus Cristo como razão última e mais importante da vida, a ponto de afirmar com o apóstolo Paulo: “Não sou mais eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). A mística cristã gera esperança, ressurreição e insurreição diante das situações de morte.
A partir da mística cristã somos chamados a viver projetos concretos, externalizando nossa maneira cristã de pensar e agir. Ao longo da história separou-se muito espírito de matéria. Ser uma pessoa espiritual tornou-se sinônimo de pessoa que reza, que pensa em Deus, que renuncia às coisas do mundo. Ser uma pessoa material passou a significar alguém que não liga para a religião e pensa mais em coisas materiais, nas questões políticas e econômicas.
A Bíblia tem outra expressão, bem mais feliz: VIDA SEGUNDO O ESPÍRITO (Rm 8,4.9.14; Gl 5,16-25). Viver segundo o Espírito é viver o mesmo estilo de vida de Jesus, tendo os mesmos sentimentos e opções dele (Fl 2,5). Não há vida segundo o Espírito sem seguimento da pessoa de Jesus: optar pela vida, em defesa e junto dos excluídos.   Vai, portanto, além das práticas religiosas. Não as exclui, mas também não se identificam com elas. É uma maneira de viver a vida terrena, com tudo o que a envolve: economia, política, religião...
Contrária à vida segundo o Espírito é a vida segundo a carne, segundo os critérios e os esquemas do mal, do anti-Reino, do pecado, da negação da vida.
Espiritualidade é a visualização da mística, um estilo de vida, enquanto a mística gera as razões, as motivações profundas desse estilo de vida. São as raízes dos frutos saborosos de uma vida segundo o Espírito (Gl 5,22-26). A mística caminha junto às motivações e às convicções. A espiritualidade é a concretização da mística no cotidiano da vida.
 
 
Para refletir:
  1. Quais as verdadeiras motivações do meu agir?
  2. O que significa viver uma espiritualidade cristã?

 

Pe. Ademir Rubini



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