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VIVER SEGUNDO O DOMINGO

Neste artigo, quero recordar alguns elementos interessantes também sobre o Domingo, que nos são apresentados na Exortação  Apostólica de Bento XVI, Sacramentum Caritatis, publicado no início deste ano, especificamente os números 72 a 75,  onde o Papa faz considerações muito interessantes que poderão servir para nossas equipes de pastoral litúrgica.

Santo Inácio de Antioquia,  martirizado no ano de 107, dizia que os cristãos são aqueles que “vivem segundo o Domingo”. Bento XVI comenta essa afirmação da seguinte forma: esta expressão do grande mártir antioqueno põe claramente em evidência a ligação entre a realidade eucarística e a vida cristã no seu dia-a-dia. (...) O Domingo marca todos os dias da semana. O Domingo não se distingue apenas pelo fato de não se trabalhar, mas se distingue por ser o primeiro dia da semana, nele se fazendo memória da novidade radical trazida por Cristo (cf. n. 72).

Também S. Justino, morto em 205, narra que os cristãos têm o costume característico de reunir-se no “primeiro dia depois do sábado” para celebrar a ressurreição de Cristo.  Como vemos, as afirmações de S. Inácio e de S. Justino sobre o Domingo “definem a forma da vida renovada pelo encontro com Cristo”. “Viver segundo o Domingo significa viver consciente da libertação trazida por Cristo e realizar a própria existência como oferta de si mesmo a Deus, para que a sua vitória se manifeste plenamente a todos os homens através duma conduta intimamente renovada”.

Por isso, o preceito dominical que a Igreja tem, pedindo que todos participem da celebração eucarística, é fonte de liberdade autêntica, pois poderemos viver cada um dos outros dias segundo o que celebramos no “dia do Senhor”.  “A vida de fé corre perigo quando se deixa de sentir desejo de participar na celebração eucarística em que se faz memória da vitória pascal. A participação na assembléia litúrgica dominical, ao lado de todos os irmãos e irmãs com os quais se forma um só corpo em Cristo Jesus, é exigida pela consciência cristã e simultaneamente educa a consciência cristã. Perder o sentido do Domingo como dia do Senhor que deve ser santificado é sintoma duma perda do sentido autêntico da liberdade cristã, a liberdade dos filhos de Deus” (73).

Queremos aqui recordar a preciosa Carta Apostólica de João Paulo II, chamada Dies Domini (dia do Senhor), publicada em 1998, que apresenta as várias dimensões do Domingo: dia do Senhor, em referimento à obra da criação; dia de Cristo, enquanto dia da nova criação e do dom do Espírito Santo que o Senhor Ressuscitado concede; dia da Igreja, como dia em que a comunidade cristã se reúne para a celebração; e dia do homem, porque dia de alegria, repouso e caridade fraterna.

O Papa destaca esta última dimensão do Domingo como dia do homem, destacando o sentido do repouso e do trabalho.  Hoje, é comum vermos shoppings e outros estabelecimentos comerciais que estão abertos também aos Domingos, obrigando milhares de pessoas a terem que trabalhar no dia reservado ao descanso e ao repouso.  “O trabalho é para o homem e não o homem para o trabalho”, lembra o Papa.  “O trabalho reveste uma importância primária para a realização do  homem e o progresso da sociedade; por isso torna-se necessário que seja organizado e realizado no pleno respeito da dignidade  e ao serviço do bem comum. Ao mesmo tempo, é indispensável que o homem não se deixe escravizar pelo trabalho, que não o idolatre pretendendo achar nele o sentido último e definitivo da vida. É no dia consagrado a Deus que o homem compreende o sentido da sua existência e também do trabalho” (74).

Concluo estas reflexões com mais algumas palavras de Bento XVI, essas pronunciadas aqui no Brasil, especificamente no dia 13/05/07, no discurso de abertura da Conferência de Aparecida.  Lembra o Papa: “O Domingo significou, ao longo da vida da Igreja, o momento privilegiado do encontro das comunidades com o Senhor ressuscitado.  É necessário que os cristãos experimentem que não seguem um personagem da história passada, senão o Cristo vivo, presente no hoje e no agora de suas vidas. Ele é o Vivente que caminha ao nosso lado, descobrindo-nos o sentido dos acontecimentos, da dor e da morte, da alegria e da festa, entrando em nossas casas e permanecendo nelas, alimentando-nos com o Pão que dá a vida. A Eucaristia deve ser o centro da vida cristã.

O encontro com Cristo na Eucaristia suscita o compromisso da evangelização e o impulso à solidariedade; desperta no cristão o forte desejo de anunciar o Evangelho e testemunhá-lo na sociedade para que ela seja mais justa e humana. Da Eucaristia brotou ao longo dos séculos um imenso caudal de caridade, de participação nas dificuldades dos outros, de amor e de justiça. Só da Eucaristia brotará a civilização do amor, que transformará a América Latina e o Caribe para que, além de ser o continente da Esperança, seja também o continente do Amor!”.

Pe. Carlos Gustavo Haas



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