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Fonte: Católico.org
 
 
 
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Vasos de argila

“O que é a argila em suas mãos, assim sois vós nas minhas, casa de Israel”. O autor dessa frase reveladora dos desígnios misteriosos de Deus a respeito dos seus escolhidos é Jeremias, um dos grandes profetas da Antiga Aliança.
        Nascido no seio de uma família sacerdotal por volta do ano 650 antes de Cristo desempenhou uma tarefa austera: de temperamento tímido e hesitante viu-se obrigado a ser, contudo, “o profeta das desgraças”. O povo escolhido por Deus era realmente de argila, de barro quebradiço, queixoso, infiel à lei divina, inconstante nos seus propósitos de reforma moral, e esse profeta escolhido por Javé apontava, caridosa e firmemente, tais erros para que fossem retificados.
        A pessoa de Jeremias serviu para simbolizar o homem justo sofredor, já que ele foi caluniado, preso e correu o risco de perder a sua vida por ser o eleito de Deus. Tornou-se também um prenúncio de Jesus Cristo, o homem das dores e da Cruz, devido à inveja daqueles que se consideravam os “donos da verdade”.
        Um outro personagem bíblico foi identificado com um material frágil e quebrável. No livro dos Atos dos Apóstolos encontramos essas palavras referidas a São Paulo: “Este homem é para mim um vaso escolhido, que levará o meu nome diante das nações, dos reis e dos filhos de Israel. Eu lhe mostrarei tudo o que terá de padecer pelo meu nome”. Um vaso, mesmo sendo de cerâmica, material mais trabalhado do que o barro, ainda assim é um símbolo de fragilidade.
        Os piores sofrimentos das pessoas escolhidas por Deus são as calúnias, as intrigas, as murmurações, as difamações e, com certa freqüência nos tempos atuais, as generalizações a partir de fatos realmente verazes, como são os defeitos e os pecados de pessoas que são simbolizadas pelo vaso de argila mencionado nesses dois textos bíblicos.
        Sempre existiram e sempre existirão no mundo muitos homens e mulheres com quem Deus conta para servi-lO, como precisou de Jeremias e São Paulo, e que não caminham pela vida como anjos alados sobre nuvens de purpurina. São seres humanos portadores de verdades e de valores divinos, como devem ser considerados os padres e os bispos.
        Sendo de argila eles são quebradiços, mas têm por detrás de todos os seus defeitos e misérias uma identidade que não mereceram. O próprio Jesus Cristo atribuiu-lhes esta identificação com Ele e uma personalidade imerecida: “Quem vos ouve a Mim ouve” ou “Fazei isto em memória de Mim”, são apenas duas fases que apontam para esses homens revestidos da dignidade sacerdotal.
        Creio que os leitores dos nossos meios de comunicação têm o suficiente senso crítico diante de certas reportagens ou artigos que ignoram essa identidade mais profunda e essencial dos padres e dos bispos espalhados pelas cidades e povoados do nosso imenso país. Creio também que esses mesmos leitores esperam com ansiedade que a Igreja Católica se pronuncie através de artigos esclarecedores e caridosos, para que não predomine a impressão de se estar admitindo a veracidade das generalizações feitas sobre pecados talvez cometidos por alguns padres, pois há ditados que parecem favorecer as calúnias dirigidas contra eles: “Quem cala, consente” ou “Onde há fumaça, há fogo”.
        Evidentemente, quando um vaso de argila racha-se ou se quebra, sendo precioso e útil, o dono deve repará-lo o quanto antes com cola ou com fios de arame para continuar sendo usado.
        Como Jesus Cristo sempre confia nos seus eleitos e ao vê-los caluniados e sofrendo amargamente por certos artigos difamatórios, parece dizer aos seus acusadores: “Quem tiver sem pecado que atire a primeira pedra”.
        O grande Papa João Paulo II procurou ir muito mais além da aparência frágil desses “vasos eleitos” por Deus e quando se perguntava o que significa ser padre ia à sua essência e não ficava olhando só para o seu caráter argiloso. Dizia o nosso saudoso Papa que ser padre “significa sobretudo ser administrador dos mistérios de Deus... o sacerdote recebe de Cristo os bens da salvação, para os distribuir convenientemente pelas pessoas às quais é enviado. A vocação sacerdotal é um mistério... Se não se capta o mistério deste intercâmbio, não se consegue compreender como pode acontecer que um jovem, escutando a palavra ‘Segue-Me’, chegue a renunciar a tudo por Cristo... O sacerdócio, desde as suas raízes, é o sacerdócio de Cristo”.
        Os vasos de argila levam dentro de si o administrador dos mistérios de Deus e contém, sobretudo, um mistério: o da presença viva de Cristo-Sacerdote entre os homens, apesar das debilidades do homem-padre.
        Quem quer atirar pedras de palavras com caráter difamatórias e caluniosas contra certos padres, até mesmo atingindo a toda a Igreja Católica, deveria, pelo menos, admitir que só está enxergando o barro de que são feitos esses vasos de eleição e que nunca provará - a não ser que viva a humildade intelectual - o licor divino que se encontra dentro de cada um deles.
       
        Fonte: Catolicanet



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