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Vem Senhor Jesus

A cada ano em nossas comunidades cristãs o Tempo do Advento abre o ano litúrgico e nos prepara para as festividades do Natal do Senhor Jesus.
Evidentemente, em todas as celebrações do ano litúrgico sempre encontraremos muitas expressões, seja nas leituras proclamadas, seja na eucologia (diversas orações), que nos remetem à memória do mistério da encarnação de Cristo (nascimento histórico em Belém de Judá) e à feliz esperança de sua vinda gloriosa (parusia), quando chegará o dia sem ocaso e Cristo será tudo em todos. Aqui, basta-nos lembrar a aclamação memorial, coração da prece eucarística, quando em cada celebração dizemos repetidamente: “Vinde, Senhor Jesus!”; ou, ainda, a belíssima intervenção da assembléia na prece eucarística sobre Reconciliação I: “Esperamos, ó Cristo, vossa vinda gloriosa”.
Porém, de modo particular, o Tempo do Advento é caracterizado pela simplicidade de elementos externos que tornam a celebração litúrgica mais sóbria e, ao mesmo tempo, pela profundidade da espiritualidade que brota das orações e dos textos da sagrada escritura. E, convém dizer, que de uma maneira especial, o repertório de músicas litúrgicas propostas para este tempo muito colaboram para que mergulhemos nas riquezas espirituais deste ciclo litúrgico.
O Advento faz parte do ciclo do Natal, se estrutura em quatro semanas e possui dois tempos distintos, mas também complementares: o primeiro tempo tem início com as primeiras vésperas do 1º domingo do Advento e vai até o dia 16 de dezembro; o segundo tempo vai do dia 17 ao dia 24 de dezembro. Nestes dois tempos são enfocados respectivamente os dois sentidos da espera para a vinda de Jesus Cristo ao mundo: na vez primeira a sua manifestação na fragilidade da natureza humana, assumida no mistério da encarnação; na segunda e derradeira vez, quando virá em glória, como Senhor e Juiz da história. Ambos aspectos têm o seu lugar de reflexão neste tempo litúrgico.
Aqui, vamos nos deter apenas em alguns elementos contidos nas orações para a celebração eucarística, que melhor nos ajudam a preparar e celebrar o Natal de Jesus, enquanto esperamos sua vinda gloriosa.
Nos quatro domingos as orações coletas (que concluem os ritos iniciais) estão fortemente marcadas pela súplica e o desejo dos fiéis em obter a salvação futura. Esta salvação se mostra como entrada no Reino celeste, entendido como uma comunidade onde ao “justo” será concedido um lugar para assentar-se com Cristo à direita do Pai. É entendida, também, como participação na plenitude da vida, intensa e jubilosa alegria pela salvação, já celebrada como antegozo na solene liturgia. É, ainda, compreendida como a manifestação da gloriosa ressurreição, revelada pelo mistério da Encarnação e da Redenção de Cristo, Filho de Deus, nascido da Virgem Maria por obra e poder do Santo Espírito Santo que a cobriu com sua sombra. Pela misericórdia do Pai, o Cristo veio em nosso socorro para abolir a antiga culpa do pecado e nos libertar pela graça.
Disto decorre que os fiéis devem evitar que as atividades terrenas lhes sejam empecilho para o encontro com Cristo, e se empenhem num justo e necessário esforço para correr ao seu encontro com boas obras. Este encontro se dá, sim, na liturgia, mas sobretudo nos múltiplos encontros com as pessoas (cf. Mt 25), até que ele apareça em glória, na vinda futura.
As orações sobre as oferendas nos mostram que os dons apresentados (pão e vinho) se tornam alimento de salvação, uma vez que o mesmo Espírito que fecundara outrora o seio Virginal de Maria é quem agora santifica as oferendas depositadas sobre o altar. No seio de Maria se formou, por obra do Espírito Santo, o Corpo humano de Jesus Nazareno que, despojado de sua glória, fez tenda e habitou em nossa humana história; hoje, na mesa do altar, pelo mesmo Espírito que desce como orvalho suave sobre os dons oferecidos, se forma o Corpo Eucarístico do Senhor que recebemos em comunhão para ser com ele “um só Corpo e um só Espírito”.
Portanto, as orações pós-comunhão mostram que este alimento sagrado é garantia e penhor do prêmio da redenção eterna. Esta redenção não provém dos nossos pobres méritos humanos, mas sim do fruto benevolente da misericórdia do Pai que se manifestou pela morte de Cruz e Ressurreição de seu Filho amado. A celebração litúrgica, realizada no tempo, faz com que os fiéis, ao oferecer sem cessar os dons – e com eles a si próprios, pelo sacramento no qual se transformam, – obtenham as maravilhas da salvação.
A participação nos mistérios do Senhor nos leva a amar desde agora o que é do céu. O acolhimento da Palavra e a comunhão sacramental nos capacitam para o discernimento entre as efêmeras realidades terrenas que passam, daquelas realidades que são bens eternos, nas quais deve estar depositada a nossa esperança. O sacramento da Eucaristia nos purifica dos pecados, pois nos dá o penhor da redenção eterna. A refeição sagrada nos prepara e torna dignos não só para celebrar as festividades natalinas, memorial da primeira vinda do Senhor, mas também para participarmos do banquete da vida eterna, na grande festa da salvação, quando nos será dado receber o prêmio e colher com alegria os dons eternos. Será a plenitude da salvação para todos quantos souberam esperar com lâmpadas acesas a chegada do divino Salvador!
Sobre este aspecto, que é a segunda vinda, os prefácios da prece eucarística deste tempo litúrgico nos fazem contemplar o mistério da nova realidade gloriosa, de um novo céu e uma nova terra renovados em Cristo, o Senhor e Juiz da história. O tempo que se chama “hoje” é propício para o encontro com o Cristo; Ele se mostra presente em cada pessoa humana. Não basta acolhê-lo no mistério da manjedoura; como afirmamos, “Ele está no meio de nós” e é preciso que o acolhamos na fé e no testemunho da caridade, que brota como o mais precioso fruto da oração e do louvor.
Enfim, o louvor a que o Advento nos convida, surge da certeza de que se por Eva nos veio a desgraça, por Maria, a Mãe do Salvador, nos veio a graça infinita. Se grande era a nossa culpa, o Menino nascido do seio virginal da filha de Sião nos apresentou a divina misericórdia, feita redenção para todo o gênero humano, que pode, agora, feliz e jubiloso contemplar a salvação e a paz.
Assim sendo, na manhã que antecede a solenidade do Natal, só nos resta cantar: “Eis que já veio a plenitude dos tempos, em que Deus mandou à terra o seu Filho” (Gl 4,4). E, de nosso coração pulsante e entusiasmado, com Zacarias, o pai do precursor João, entoamos o canto de louvor e gratidão: “Bendito o Senhor, Deus de Israel, que visitou e resgatou o seu povo!” (Lc1,68).
Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:
1.                 O tempo do Advento abre as portas de um novo ano litúrgico. Que elementos da espiritualidade litúrgica deste tempo poderão nos ajudar a encaminhar nossos projetos, tanto pessoais quanto comunitários ao longo do novo ano?
2.                 Certamente o Advento coincide com inúmeras propostas consumistas em nossa sociedade. O que devemos fazer para não perder de vista o essencial da preparação das festas do Natal do Senhor?

Hoje o Cristo vem ao nosso encontro em cada pessoa humana, afirma-nos a oração litúrgica. Em que pessoas ou realidades concretas Cristo tem se manifestado em tua vida e na vida de tua comunidade?

Pe. José Alberto Salvini

Fonte: CNBB

 


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