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Fonte: Católico.org
 
 
 
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ALGUNS PRINCÍPIOS E ORIENTAÇÕES PARA UMA BOA HOMILIA

1. A palavra "homilia" é uma palavra grega, que adotamos em nosso linguajar. Significa, basicamente, uma conversa familiar e espontânea, tecendo comentários em torno de alguma notícia boa que recebemos. Comenta-se a notícia, inclusive ressaltando o sentido e importância da mesma para a vida, bem como para a nossa atitude espiritual na Liturgia e na vida.
2. No contexto de uma celebração litúrgica, quando se fazem as leituras bíblicas, isto é, quando se proclama a Palavra, é o Senhor mesmo que (na voz do leitor ou da leitora) fala para o seu povo reunido em assembléia e lhe comunica uma notícia boa, uma novidade que ele tem para dar. E a grande notícia, antes de tudo, é ele mesmo, sua Páscoa sempre atual. No caso da homilia, em que se comenta a Palavra ouvida, é também o Senhor que (na voz do homiliasta) nos "explica as Escrituras" (cf. Lc 24,27). Cristo está "presente quando se lêem e se comentam as Escrituras" (Sagrada Congregação para o Culto Divino, Instrução "Eucharisticum Mysterium", n. 55).
3. Por isso, o Concílio Vaticano II, há 40 anos, vem ensinando que a homilia é parte integrante da divina Liturgia (cf. SC 52). Em outras palavras, é uma verdadeira ação litúrgica. E, por ser ação litúrgica, nela toda a assembléia deve de alguma maneira sentir a própria presença do Senhor comentando e atualizando para nós hoje as Escrituras.
4. Para que isso aconteça, a homilia deve ter como base sempre a Palavra que foi proclamada e ouvida na celebração. É como uma espécie de ressonância da boa notícia trazida por Deus. É um momento pascal e de experiência pascal. Momento litúrgico, no qual se pode sentir e perceber o Senhor vivo se comunicando com seu povo.
5. Outra coisa importante: a homilia, por ser no fundo uma ação do Senhor através do ministério de quem a faz, deve ter sempre um olho atento na realidade concreta da vida do povo. Pois é aí que se faz presente a Páscoa (paixão, morte e ressurreição) do Senhor. Páscoa da gente na vida de Cristo, e Páscoa de Cristo na vida da gente.
6. E mais: A homilia deve também estar de olho no tempo litúrgico em que se vive o mistério de Cristo: Advento, Natal, Tempo Comum, Quaresma, Páscoa, festa de padroeiro etc. Por ser ação litúrgica, ela nos insere no Mistério pascal do Senhor celebrado e vivido em cada tempo do ano litúrgico. Deve, portanto, estar estreitamente vinculada com o ano litúrgico.
7. Inclusive não podemos esquecer que a homilia, por ser ação litúrgica, tem também a função de fazer a ligação da Palavra ouvida com o momento celebrativo, ou melhor, com a ação litúrgica a ser realizada em seguida. Por exemplo, com a liturgia eucarística, se for na missa. Ou com um momento de louvor se for celebração dominical da Palavra. A palavra ouvida que nos "tocou" pelos ouvidos, nos faz irromper numa reconhecida e intensa ação de graças, e se transforma em ação sacramental pela qual o Senhor nos "toca" e nos salva em todo o nosso corpo: físico, mental, emocional, espiritual.
8. Finalmente, por tudo o que vimos acima, dá para perceber também que a homilia, longe de falsos moralismos, deve ter antes de tudo um cunho orante, isto é, que expresse de alguma maneira a vivência da divina Liturgia como um encontro amoroso e comprometido entre Deus e Comunidade. A homilia deve transpirar espiritualidade e mística, que suscitará uma espontânea resposta da Comunidade, em forma de profissão de fé, súplica, ação de graças, participação sacramental e compromisso cristão (Creio, Oração dos fiéis, Oração eucarística e Louvação, Comunhão, Vivência da caridade).
9. E para aprofundar, uma sugestão de leitura bem atual: BUYST Ione, Homilia, partilha da Palavra (= Coleção Rede Celebra 3), Paulinas, São Paulo 2001; BECKHÄUSER Alberto, Comunicação litúrgica: Presidência, Homilia, Meios Eletrônicos, Vozes, Petrópolis 2003, p. 35-84.
 


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