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Concentração

 
Antes de tudo, um esclarecimento. Muita gente tem me perguntado pelo sentido da sigla “OFM” após o meu nome. É uma sigla que nós franciscanos usamos (sou franciscano), para dizer que pertencemos à Ordem dos Frades Menores (OFM). “Menores” por que? Porque São Francisco de Assis, seguindo o exemplo de Jesus, optou por procurar não ser “maior” do que ninguém, mas simplesmente “menor”, isto é, irmão e “servo” de todos. E deixou na Regra que todos os seus frades procurassem viver assim, neste espírito evangélico. Afinal de contas, Jesus foi assim! Por isso, nosso agrupamento de frades que se organizaram para viver isso que Francisco viveu (ser menor) chama-se Ordem dos Frades Menores (OFM). Não que a gente já seja “menor”, mas a gente se esforça por sê-lo. É nossa opção de vida, numa busca de contínua conversão ao Evangelho de Jesus Cristo, procurando “ter o espírito do Senhor e seu santo modo de agir” (São Francisco).
E agora vamos ao assunto que nos interessa: A importância da concentração antes de se iniciar qualquer celebração litúrgica.
Concentrar-se é uma atitude natural e indispensável antes de qualquer atividade humana importante. Indispensável para que a ação se realize da maneira mais perfeita e equilibrada possível. E quanto mais importante e exigente é, mais concentração exige. Antes de atuarem no palco, os atores de teatro se recolhem e se concentram. Os atletas, antes de entrarem em ação, mergulham em rigorosa concentração. O médico, antes de realizar uma delicada cirurgia, tem que se concentrar muito. Um músico, antes de iniciar um importante concerto, tem que se concentrar.
Concentrar-se significa “entrar em sintonia com o centro” (com aquilo que é central, essencial). Aquietar e silenciar a mente e o corpo e, libertando-se de todo “ruído” que distrai, mergulhar fundo no único foco de atenção, a saber: a beleza da ação que se vai realizar.
E na liturgia cristã? Sabemos que ela é ação por excelência. Por ela se estabelece um diálogo amoroso e comprometido (pascal) entre Deus e seu povo e vice-versa. Eis o seu centro, seu essencial. E quem são os atores dessa ação? Toda a assembléia, composta de muitos ministérios, desde quem preside até a pessoa que atua simplesmente somando com os outros pela sua presença e participação. Todos e todas, cada qual com seu papel, atuam no “teatro” da ação ritual da divina Liturgia. Supondo-se, é claro, que o ator principal é o próprio mistério de Deus.
Se a liturgia é isso, trata-se de uma atividade humana e divina de altíssima importância, a mais importante. O Concílio Vaticano II a chama de “cume e fonte para o qual tende toda a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, fonte donde emana toda a sua força” (Constituição sobre a Liturgia, n. 10). E, portanto, se assim é, não exigiria ela (sobretudo ela!) dos seus atores uma concentração prévia muito mais intensa? Com certeza que sim! Para que todos participem de fato da liturgia de maneira plena, consciente, ativa, externa e interna (exterior e interior), fácil, piedosa e frutuosa, como é desejo da Igreja (cf. idem, n. 11, 14, 18, 19, 21, 27, 30, 41, 48, 50, 53, 55, 79, 100, 114, 118, 121, 124 etc.), é mais que natural que haja por parte de todos os atores da celebração um momento de cuidadosa concentração prévia.
A Instrução Geral sobre o Missal Romano alude a isso, usando a palavra “silêncio”: “Convém que já antes da própria celebração se conserve o silêncio na igreja, na sacristia, na secretaria e mesmo nos lugares mais próximos, para que todos se disponham devota e devidamente para realizarem os sagrados mistérios” (n. 45).
Em muitas comunidades já está se adotando o costume de um momento de concentração antes de iniciar a celebração litúrgica. O sacerdote se recolhe em oração pessoal; diante de Deus aquieta o seu coração. Há sacerdotes que costumam se juntar aos demais ministros, na sacristia ou à porta de entrada da igreja, para um momento silencioso de oração, pedindo ao Espírito Santo a sabedoria para o exercício de cada ministério... Na própria assembléia se canta um refrão meditativo... Tudo vai criando um clima de compenetração para a grande ação humana e divina, a celebração da divina Liturgia.
A qualidade orante da participação litúrgica, então, só tem a ganhar e o povo com certeza agradece...
           
 

 

Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:
 
1.         Em sua comunidade, tanto os ministros como os demais membros da assembléia costumam realizar um momento de concentração (oração silenciosa, silêncio orante) antes de iniciar a celebração litúrgica?
2.         Por que é importante e indispensável concentrar-se antes atuar na celebração da divina Liturgia?
3.         A prática da concentração prévia à celebração tem ajudado sua comunidade a celebrar bem? Em que sentido?
 
Frei José Ariovaldo da Silva, OFM


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