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ECLESIOLOGIA: A IGREJA E A TRINDADE

1)    A Igreja é comunhão da Trindade

·         A Igreja é a comunhão de todos aqueles e aquelas que Deus chamou no Espírito por Jesus Cristo. A Igreja é assembléia convocada por Deus em Jesus Cristo com o duplo significado, local e universal. E isso no sentido de considerar a comunhão no plano local ou em escala mundial. A Igreja é obra do Espírito Santo por meio da Palavra da fé e do batismo. No Espírito, Jesus Cristo crucificado e ressuscitado está presente como fundamento real e constante da Igreja. Em sua realidade primeira, a Igreja é uma assembléia cultual em que se prega o Evangelho e celebra a ceia em memória do Senhor, em que se ora a Deus, reconhecendo as próprias culpas, dando graças e implorando sua ajuda (cf. At 2, 42).

·         A Igreja é o povo reunido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo (LG 4). O modelo e o protótipo supremo desse mistério - unidade da Igreja – é a unidade de Deus na trindade das pessoas Pai e Filho no Espírito Santo (UR 2). A Igreja é marcada pela unidade da comunidade de Deus, ou seja, pelos laços de relações do amor de Deus que se diferencia trinitariamente. Manifesta-se como Pai. O Pai é a Origem. Livremente se doa, de amor infinito no qual se expressa e se entrega inteiramente. Manifesta-se como Filho. O Filho é a Palavra. O amor se tornou forma. É acolhimento e amor que responde ao Pai. O Espírito Santo dá e recebe o Amor. O Espírito Santo une um ao outro em total harmonia.

·         Deus estabelece a criação e com ela o ser humano, convidando tanto a criação como o ser humano a participar do seu amor e liberdade. Convida a participar do amor.

 

2) A Igreja está unida pelo Espírito Santo

·         Há uma ligação muito forte da Igreja com o Espírito Santo. O Espírito Santo é presença destacada e indestrutível na Igreja. A Igreja é o lugar destacado e indestrutível da presença que une (una), santifica (santa), abrange tudo (católica) e faz permanecer na verdade original (apostólica).

·         A Igreja é uma. O fundamento e a origem da unidade são a unidade de Deus. Há um só Pai, um só Salvador Jesus Cristo, um só Espírito Santo. A unidade da Igreja resulta da ação constante do Pai, de Cristo e do Espírito Santo. As três pessoas divinas agem constantemente para unir. Pois o que une os povos e as pessoas tão diferentes na Igreja não é nem a cultura, nem a força, nem a organização, mas a ação permanente do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

·         A Igreja é santa. Santidade. Deus é santo. A santidade significa semelhança com Deus. A santidade está na justiça, no perdão e na compaixão. O próprio Deus é santo porque é autor da justiça e da misericórdia, porque tem compaixão dos pobres e dos oprimidos. A doutrina de Jesus sobre a santidade é a seguinte: nada é santo e nem profano, sagrado nem impuro em si, mas santa é a justiça, santas são a caridade, a misericórdia, santo é ter compaixão dos pobres e abandonados. Santa é a atividade de Jesus. Santa é a imitação de Jesus.

·         A Igreja é católica. A Igreja tem a missão de unir todos os povos numa comunhão de Igrejas. Desde o princípio ela se mostra aberta a todos os povos, e todos os povos têm valor igual e lugar igual na Igreja. Apesar disto, a Igreja não é uma organização uniforme em todos os países. Não deve ser um modelo único centralizado em todo o mundo. É uma comunhão de múltiplas Igrejas locais ou particulares. A única Igreja de Cristo está presente em muitas Igrejas locais. A Igreja é católica. A catolicidade não é uniformidade, mas variedade na igualdade e respeito mútuo.

·         A Igreja é apostólica. Todos os dons, serviços e poderes vêm de Deus. São graça do Espírito Santo. Vinculam à vontade de Cristo. As próprias pessoas que recebem esses dons recebem-nos por vocação e escolha de Deus. No povo de Deus existem serviços diversos. Cada serviço detém uma parcela de poder. O dom de Deus que oferece a capacidade de prestar um serviço confere igualmente a autoridade suficiente para cumprir este serviço. Entre todos os serviços há um que contém a autoridade necessária para conduzir e governar, para presidir e ordenar. É um serviço de governo, mas não um governo como o de qualquer outra nação. Mas tem o poder de admitir ou não admitir, de aceitar ou não aceitar, expulsar e reconciliar. Este é o poder supremo na Igreja: o poder de admissão ou expulsão. Este poder não pertence a todos, mas ao colégio episcopal com sua cabeça que é o Papa. É o poder de tomar as decisões em última análise.

A) Espírito Santo é o espaço que possibilita a fé comunitária

·         Para saber quem é o Espírito Santo, devemos olhar com fé para o Jesus histórico e glorificado, pois o Espírito Santo é o Dom do amor de Deus feito homem, dom interiorizado, dedicado profundamente a nós.

·         Possibilita a fé em Jesus Cristo.

·         Propicia o encontro com Deus (Rm 10, 9; 1 Cor 12, 3; Fl 2, 11). Pois só pode existir fé comunitária com Deus na medida em que homens entram no “espaço” do Espírito Santo. A Igreja é o “espaço” de vida dos fiéis.

·         O Espírito Santo age sempre como “espaço” abrangente e libertador da vida comunitária.

B) Espírito Santo como comunhão em Deus

·         Espírito é o “meio” sempre dado e mediador, o “espaço” do amor entre Pai e Filho. Deus é desde sempre Espírito de amor entre Pai e Filho.

·         O Espírito Santo procede da doação recíproca como resultado de seu sucesso e harmonia que procede do Pai e do Filho. No Espírito Santo, o mútuo relacionamento de amor entre Pai e Filho acha uma “forma de unidade” distinta desse amor, que mais uma vez o abarca, vincula e supera; o amor assume a forma de nós. O Espírito Santo é dom, é o doar-se mútuo de Pai e Filho.

·         O Espírito Santo é o amor unificante de Deus. Mas não deixa dissolver os dois pólos da relação Pai e Filho um no outro, mas, ao invés, faz aparecer a diversidade pessoal inconfundível. No amor do Espírito Santo, que unifica de modo inseparável, o Pai mostra-se inconfundivelmente como origem do amor que se doa e o Filho como contraposto que recebe esse amor.

C) O Espírito Santo como entrega do Jesus crucificado e ressuscitado

·         Na cruz, aparece claramente a simultaneidade operada pelo Espírito do amor, unidade e diversidade entre o Pai e o Filho.

·         Na cruz, mostra-se o fechamento do mundo para Deus e o amor de Deus a propiciar a existência salvadora, à semelhança do esvaziamento na pobreza do grão de trigo que cai na terra (Mc 10, 33; Jo 3, 16; Rm 4, 25; 1 Cor 11, 23).

 

3) A Igreja está configurada conforme o Filho Jesus Cristo

·         A Igreja é comunidade de seguimento de Jesus.

·         Igreja funda-se inteiramente em sua vida, morte e ressurreição.

·          Naturalmente, sem conhecer o que Jesus fez e disse em função do Reino, antes da Páscoa, é impossível entender a Igreja cristã. O fundamento da Igreja é Jesus Cristo, o Senhor. Como povo de Deus, a Igreja é a congregação de cristãos em Cristo ressuscitado que recebe a missão do Espírito do Deus de Jesus, para a evangelização.

·         Na relação específica com o agir salvífico de Deus em prol do mundo, a Igreja é o sacramento universal da salvação (LG 1; 9; 59: SC 5; 26: GS 42; AG 1). Ressuscitado dos mortos, Jesus enviou aos discípulos o seu Espírito vivificante e por ele constituiu seu Corpo, que é a Igreja, como sacramento universal da salvação (LG 48).

·         Sendo Jesus a luz dos povos, a Igreja não passa de reflexo dessa luz. A Igreja é sinal e instrumento da mais íntima união com Deus e com todo o gênero humano (LG 1).

·         A Igreja é o acontecer do tornar-se presente de Jesus Cristo e de sua salvação definitiva para os homens.

·         A Igreja presentifica o amor salvífico de Deus em Jesus Cristo. Ela comunica o conteúdo do amor de Deus em toda sua plenitude, mas, por sua configuração (humana, finita, pecadora), de maneira somente imperfeita.

·         Jesus Cristo é o sacramento original do Deus trino. A Igreja é o sacramento básico de todas as manifestações simbólicas e sacramentais do agir salvífico de Deus no mundo (LG 8).

·         A Igreja deve assemelhar-se a Jesus Cristo como Igreja dos pobres, ajudando-os a realizar o seu ser-sujeito com dignidade.

·         A Igreja deve assemelhar-se a Jesus Cristo, pois nela está a condição de possibilidade para a Igreja poder ser mediadora da salvação em suas realizações fundamentais. Logo, a Igreja, comunidade dos fiéis, configurada ao Filho Jesus Cristo, participa, apesar de sua fragilidade, de sua mediação salvífica para todas as criaturas.

·         A Igreja é corpo de Cristo enquanto representa entre nós o espaço corpóreo de vida. A Igreja é esposa de Cristo enquanto frisa a diferença entre Igreja e Cristo, a qual se lhe contrapõe numa relação pessoal, que é por seu amor purificada, santificada e impedida de se perder em sua própria pecaminosidade.

 4) A Igreja que queremos

·         Uma Igreja toda ministerial. Ninguém entra no povo de Deus por si mesmo, por iniciativa pessoal. É, antes, chamado e convocação de Deus. Ninguém entra por nascimento. Entra conscientemente na Igreja. Todos são chamados a formar comunhão de dons e qualidades.

·         Uma Igreja do diálogo. Não é possível evangelizar sem diálogo. Aprender a dialogar é uma aprendizagem contínua. Deverá a Igreja ser capaz de acolher o diferente.

·         Uma Igreja do serviço. O serviço aos pobres e a solidariedade com todos é missão essencial da Igreja. O serviço tem, sobretudo o sentido de lutar contra a pobreza e a exclusão, e criar um novo sentido de solidariedade na ética pública.

·         Uma Igreja do anúncio. O ponto alto da evangelização é levar o anúncio do Evangelho, de modo que todos reconheçam o amor misericordioso do Pai e realizem o encontro com o Cristo vivo presente na história.

·         Uma Igreja da comunhão. Aqueles que acolhem a Palavra do Evangelho e permanecem em comunhão com Cristo formam uma comunidade eclesial. A Igreja deverá retomar o zelo e empenho dos primeiros cristãos. Deverá valorizar sempre mais a variedade dos dons e carismas.

·         Uma Igreja próxima à experiência de Jesus de Nazaré. A Igreja deverá ser espaço da experiência da Páscoa e do Pentecostes.

·         Uma Igreja do Mistério de Deus. Uma Igreja onde as pessoas se encontram para reconhecer a Deus Pai como fonte e origem da vida das pessoas. Deverá encaminhar as pessoas para o encontro com Deus vivo de modo progressivo e pedagógico.

·         Uma Igreja que acredita no poder transformador da Palavra de Deus. Igreja deverá ter coragem de anunciar a Palavra de Deus. Fará a experiência do Deus vivo e libertador.

·         Uma Igreja da compaixão. A Igreja deverá ser espaço de acolhimento e compaixão diante das dificuldades e sofrimento das pessoas nas suas mais diversas circunstâncias. Deverá ser uma mãe carinhosa e afável. Deverá ser uma amiga presente, companheira, atenciosa e paciente a exemplo de Jesus de Nazaré.

·         Uma Igreja profética e libertadora. A Igreja deverá estar empenhada na causa da justiça social. Deverá lutar contra a miséria, a fome, a corrupção, e a violência social. Não poderá ficar calada diante das injustiças. Deverá fazer decididamente a opção pelos pobres.

·         Uma Igreja inconformada e jamais acomodada às situações do mundo. Nenhuma conquista e vitória neste mundo fará a Igreja sentar-se para receber as glórias e triunfos. Deverá ser sempre uma Igreja voltada ao futuro. Uma Igreja que promove e provoca sinais do Reino vindouro.

Pe. Paulo Cézar Nodari

 

 

 



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