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Fonte: Católico.org
 
 
 
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Educar para uma sensibilidade simbólica

Vigília pascal. Na noite escura nos reunimos. Acendemos a fogueira, o círio pascal e nossas pequenas velas; caminhamos, confiantes, seguindo o círio pascal. Chegados ao local da celebração; com todas as luzes acendidas, cantamos o ‘exulte’. Momento anual inesquecível... Será? Será que todas as pessoas presentes nesta vigília aprenderam a ver para ‘além’ do escuro da noite e da claridade da fogueira, do círio e das velas acesas? Será que, vendo o visível, aprenderam a ver o invisível? O escuro da noite encontra-se também dentro de nós e ao nosso redor; as trevas impregnam o mundo inteiro, através do ódio, da cobiça, da corrupção, das guerras, das doenças incuráveis, da fome... Também Jesus sentiu a força das trevas que o levaram à morte de cruz. Mas ele diz: Eu sou a luz do mundo.  E, em meio a nossas ‘trevas’, repetimos confiantes a palavra de Jesus que ilumina nossa escuridão: A luz de Cristo - Demos graças a Deus. E no ofício divino cantamos com o salmo 27/26: O Senhor é minha luz...

Na liturgia, a luz (do sol, de uma vela, do círio pascal...) se tornam para nós um ‘símbolo’: um sinal sensível, visível, palpável, que faz a ponte para uma realidade invisível e nos interliga com ela. Ao cantar O Senhor é minha luz..., ninguém vai confundir o Senhor Jesus com uma lâmpada ou um farol, mas vai compreender que, assim como a lâmpada e o farol nos tiram da escuridão ‘material’, Jesus nos tira das trevas espirituais, com o clarão da fé, com a luz do Espírito Santo! Para celebrar com símbolos, é preciso, pois, aprender a ver o invisível para além do visível, ouvir o inaudível para além das palavras e do canto, perceber nos sinais sensíveis a presença e a atuação de Deus, de Jesus Cristo e do Espírito Santo.

Nossa vida cotidiana e social está cheio de símbolos e aprendemos a vivenciá-los desde criança, sem que ninguém tenha que dar explicações sobre isso. Já imaginaram ter que explicar, numa festa de aniversário, o ‘sentido’ do bolo e as velinhas acesas? Já imaginaram o namorado ter que explicar que o lindo buquê de rosas que entrega à namorada ‘significa’ seu amor, sua admiração, seu apreço?        Também ficaria fora de propósito alguém começar a explicar o sentido da bandeira nacional ao hasteá-la solenemente numa festividade cívica. Símbolos não se explicam, símbolos são intuídos, vividos intensamente. Não se ‘aprende’ o sentido dos símbolos com explicações racionais; ‘apreende-se seu sentido, numa compreensão ‘integral’, com todo o nosso ser, informado por nosso grupo cultural. No caso da liturgia, para intuir o sentido dos símbolos e ser capaz de celebrar com elas, é necessário conhecer as sagradas escrituras, a história da salvação, os temas teológicos básicos de nossa fé. Mas isso se aprende primeiro fora do momento litúrgico: na catequese e em outros encontros de formação. Nestes encontros pode-se introduzir também pequenas vivências que ajudem a despertar a sensibilidade simbólica: entrar na igreja; reverenciar o altar; ouvir o silêncio; acender uma vela; falar com Deus em silêncio, sem palavras, olhando para a luz da vela;  colocar flores perto do altar e agradecer a Deus pela beleza das flores, sem palavras, simplesmente olhando para as flores; beijar o Livro da Palavra de Deus (Bíblia ou lecionário); ouvir em profundo silêncio uma breve passagem do Livro, repetir esta palavra várias vezes no coração, meditando, orando; rodear o altar e cantar juntos/as de mãos dadas o pai-nosso; dar um abraço de paz; partilhar um pão bento; receber a bênção; sair da igreja olhando para o bairro ou a cidade, meditando sobre a missão que nos espera lá fora... E saber no fundo do coração que, através de todos estes ‘sinais sensíveis’, Deus se revela, nos toca, nos transforma e conta conosco.     

 

 

 

 

 

Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:

1.         Fico atento/a aos ‘sinais sensíveis’ (o espaço litúrgico, as pessoas reunidas, a palavra, o canto, os símbolos e ações simbólicas...) para perceber através deles a presença e atuação de Deus, do Cristo Ressuscitado, do Espírito Santo? Como aprendi isso? Quem me ensinou?

2.         De que forma poderia eu ajudar outras pessoas (quem?) a ficarem como os olhos e os ouvidos do coração abertos para perceber a presença de Deus nas ações litúrgicas?

 Yone Buyst

 



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