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Que sua mente acompanhe a voz

Liturgia se faz com gestos rituais e com palavras. Aquilo que dissemos a respeito dos símbolos e ações simbólicas vale igualmente para as palavras que ouvimos, cantamos ou pronunciamos nas celebrações. É preciso aprender a ouvir, cantar, orar e é preciso que compreendamos, que sejamos capazes de captar o sentido destas palavras.  Há uma frase  muito bonita que expressa isso: ‘Que sua mente acompanhe a voz’. E poderíamos acrescentar: ‘Que seu coração acompanhe sua mente e sua voz’. Está proclamando uma leitura? Cantando um salmo? Fazendo uma prece?... Que seu coração saboreie e que sua mente esteja atenta ao sentido daquilo que você está dizendo com a boca e ouvindo com o ouvido. Esteja por inteiro nesta ação de ler, cantar, orar, ouvir...  Ouça com os ouvidos do corpo, da mente e do coração!

Para que isso seja possível, o primeiro requisito é compreender a linguagem usada na liturgia. Não é igual à linguagem corriqueira da vida cotidiana. Há muitas expressões próprias, com sentido diferente da linguagem ‘social’. Mesmo que as palavras sejam conhecidas, o sentido delas na liturgia é diferente. Vamos lembrar algumas delas: aliança, cordeiro, Senhor, mistério, memória, recordação, símbolo, ofício, participação, comunhão... Onde podemos encontrar o sentido que estas palavras têm na liturgia? Fazem parte da longa tradição judaica e cristã, em boa parte registrada nas sagradas escrituras, tanto no ‘antigo’ quanto no ‘novo’ testamento. Expressam um modo de vida que tem como centro a relação com o Deus da Aliança, ao longo de muitos séculos de história, com altos e baixos, numa longa busca! Por isso, para compreender as palavras ditas na liturgia, é necessário adquirir uma razoável cultura bíblica, uma aprendizagem que normalmente deve (ou deveria) iniciar na catequese. Sem um mínimo dessa ‘bagagem’ de cultura bíblica, a liturgia será para nós mais ou menos como se estivéssemos assistindo a um teatro realizado numa língua que não conhecemos. Não estaremos em condições de participar de maneira consciente; não seremos capazes de acompanhar as palavras da liturgia com a mente e o coração, embora tudo seja dito em português.

De fato, é da bíblia que são lidas as leituras, interpretadas na homilia. É dela que são tirados os salmos e cânticos. É de sua inspiração que nasceram as orações e os hinos; é dela que os gestos e sinais tiram seu significado. Mais do que isso: o próprio sentido teologal da liturgia encontra-se antes de tudo na bíblia. Por isso, formação litúrgica e formação bíblica devem andar de mãos dadas! Quem cuida da formação litúrgica deve fazer nascer também um ‘vivo e suave afeto’ pelas sagradas escrituras (Cf. SC 24).

Mas, cuidado! Não se trata de uma leitura ao pé da letra, fundamentalista, ou um conhecimento estático, intelectual! É necessário ler a bíblia como um encontro com Deus e como meio para ‘perceber’, ‘ler’, ‘interpretar’ os sinais de Deus em nossa própria vida, nos acontecimentos atuais de nossa cidade e região, de nossa sociedade, de nosso mundo!  E a Palavra de Deus inclui quase sempre uma convocação para a missão, para a ação.

Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:

1. Consigo que minha mente acompanhe as leituras proclamadas, a homilia, os salmos, as preces, as orações? O que me ajuda a fazer isso? O que tem atrapalhado ou dificultado? Como remediar?

2. Estou satisfeito/a com a formação bíblica oferecida por minha comunidade? É suficiente? Ensina a ler a bíblia a partir da vida e a perceber Deus atuando em nossa realidade atual?  Tem levada a mudar minha maneira de viver e atuar na sociedade?



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