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Formação litúrgica teologal

Para conhecer e compreender a liturgia, é preciso saber ver para além daquilo que se vê, ouvir para além daquilo que é falado e cantado, saborear além daquilo que é servido. É que ‘liturgia’ é um acontecimento teologal: Deus vem ao nosso encontro e nos atinge de cheio com sua palavra e sua ação transformadora, por meio das ações rituais, simbólico-sacramentais. Olhemos hoje mais de perto este lado ‘escondido’ da liturgia, o ‘mistério’ que nela celebramos, aquilo que Deus - Pai, Filho, Espírito Santo - realiza em nós, conforme nos ensinam os textos litúrgicos, tirados das sagradas escrituras ou nelas inspiradas.

Fomos batizados/as na água da fonte batismal. São Paulo nos fala do sentido ‘escondido’ deste nosso batismo: “Fomos sepultados com ele [Cristo] na sua morte, para que, como Cristo ressurgiu dos mortos para a glória do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova. Se nos tornamos o mesmo ser com ele por uma morte semelhante à sua, o seremos igualmente por uma comum ressurreição” (Rm 6). Somos assim, para sempre, destinados/as a carregar em nós as marcas da morte e da ressurreição de Cristo e de viver de acordo com esta realidade.   

Fomos confirmados/as com o óleo do santo crisma e a imposição das mãos do bispo. As palavras que acompanham esta ação nos ensinam a realidade ‘escondida’ que acontece conosco: “Receba, por este sinal, o Espírito Santo, dom de Deus.” A partir deste momento, somos destinados/as a viver de acordo com este Espírito. 

Celebramos juntos e juntas a liturgia eucarística em volta da mesa com pão e vinho; e, bem no coração desta liturgia, depois da narrativa da última ceia, cantamos: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte, e proclamamos vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!” Eis, de fato, o ‘mistério de nossa fé’, o sentido escondido, a realidade sacramental. Pela ‘memória’ litúrgica, pela ação do Espírito Santo, acontece em nós aquilo que celebramos: juntos participamos da morte e ressurreição de Jesus, enquanto esperamos a plena realização de seu Reino entre nós. Comungando do Pão e do Vinho sobre a qual foi pronunciada a ação de graças e invocado o Espírito Santo, somos feitos um só Corpo em Cristo morto e ressuscitado.

‘Mistério da fé!’ Em que consiste, pois, ‘nossa fé’? Não se trata simplesmente de uma atitude religiosa, reverente, para com o mistério da vida. Isso é importante, mas não basta.  O ‘mistério da fé’ proclamado na liturgia cristã, refere-se à ‘fé’ recebida dos apóstolos e transmitida de geração em geração. É sintetizada no ‘Creio...’. Expressa nossa aceitação, nossa adesão à pessoa de Jesus, reconhecido com o revelador de Deus, e adesão ao projeto do Reino de Deus que ele veio proclamar e inaugurar, como relatam os evangelhos. E isso só é possível, porque o Espírito de Deus, que nos foi dado, nos ajuda a compreender e viver aquilo que cremos. Ele nos transforma gradativamente em gente renovada, gente que sabe interpretar os sinais da presença de Deus no dia-a-dia e que dá testemunho do amor de Deus pelo seu modo de viver e atuar na sociedade.

Liturgia é uma ação ritual, expressão simbólico-sacramental de nossa fé.  É o ‘mistério de nossa fé’ como que ‘escondido’ nos ‘sinais sensíveis’ da celebração litúrgica. Não basta participar ‘exteriormente’, é preciso deixar-se transformar interiormente pela ação do Espírito do Cristo Ressuscitado, que atua nas ações litúrgicas.

 

Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:

1. Já tive a oportunidade de conhecer o mistério celebrado, o sentido ‘escondido’, nas ações litúrgicas?  Como?

2. O que me ajuda a prestar atenção e a viver este sentido ‘escondido’ durante a liturgia? O que me atrapalha?

Ione Buyst



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