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Fonte: Católico.org
 
 
 
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APRENDENDO A REZAR COM O APÓSTOLO PAULO - Frei Faustino Paludo, OFMCap

Os escritos paulinos são uma verdadeira jazida de pedras preciosas no que se refere às orações de ação de graças, louvores e súplicas. A leitura atenta das Cartas de Paulo nos dá a impressão de uma solene celebração das maravilhas realizadas por Deus em Jesus Cristo. “A ele seja dada a glória para sempre. Amém” (Hb 13,21).

 Paulo nos oferece ricas saudações iniciais e finais.  Ele saúda os leitores: “graça e paz a vocês da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo” (1Cor 1,3). Nas iniciais (Rm 1,7; 2Cor 1, 2, etc.), o apóstolo deseja que os fiéis conheçam “a graça e a paz”, na qual já estão mergulhados (cf Rm 5,2) por sua relação com Deus Pai e o Senhor Jesus Cristo.  Nas saudações finais: “Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja com vocês” (Rm 16,20; cf Gl 16,18; Ef 6,24, etc.), Paulo retoma a referência à graça de Deus das saudações iniciais e manifesta aos leitores um forte desejo de confiança. Observemos que Paulo inicia duas de suas Cartas com uma invocação ou louvor (bendito) introdutório (2Cor 1,3-4 e Ef 1,3-14). O próprio apóstolo testemunha que a compaixão de Deus foi maravilhosa em sua vida (2Cor 1,8-11).

No coração das pessoas, o louvor e a ação de graças se integram no mesmo movimento . Em face ao agir maravilhoso de Deus e aos benefícios recebidos, elas louvam e agradecem, com manifestações exteriores de júbilo, de alegria e de exultação. O louvor brota da admiração ante à presença e atuação de Deus (cf Ef 1, 3-14). “Juntos recitem salmos, hinos e cânticos, cantando e louvando ao Senhor de todo o coração. Agradeçam sempre a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (Ef 5,19-20; cf Rm 15,9; 1Cor 14,15s). Paulo louva a ação do Pai que se revelou em Jesus Cristo: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo: Ele nos abençoou com toda bênção espiritual, no céu, em Cristo” (Ef 1,3ss).  Deus é louvado como Criador (Rm 1,25) e como Pai do Senhor Jesus Cristo (2Cor 11,31), e Cristo é exaltado como Senhor que está acima de tudo. “Deus seja bendito para sempre” (Rm 9,5)!  

Além da forma solene com que são introduzidas as expressões de louvor e de ação de graças, elas se traduzem numa confissão pública das maravilhas de Deus. “... Por isso eu te celebrarei entre as nações pagãs e cantarei hinos ao teu nome” (Rm 15,9-10). “Toda língua confesse que Jesus é o Senhor, para a glória de Deus Pai” (Fl 2,11).

Além dos louvores, benditos e manifestações de ação de graças, em Paulo encontram-se as doxologias (declarações de louvor a Deus) que aparecem no final das orações e dos hinos: “Ao nosso Deus e Pai seja dada a glória para sempre. Amém!” (Fl 4,20). “A Deus seja dada a glória para sempre. Amém” (Gl 1,5; cf Rm 11,36; 16,27). As comunidades paulinas reconhecem e exaltam pelos séculos sem fim (para sempre, eternamente) a ação de Deus (Gl 1,5; 1Tm 1,17; 2Tm 4,18).  A doxologia paulina, mais do que um desejo, é uma resposta de todo o ser ante à fidelidade de Deus na realização de suas promessas, em particular, do envio de seu Filho Jesus Cristo. “Todas as promessas de Deus encontraram nele o seu sim; por isso, é por meio dele que dizemos: Amém” (2Cor 1,20).  

Em Paulo são inúmeras as referências à “ação de graças”. Muitas delas estão na linha da “eucaristia” (ceia) (cf 1Cor 11,17-34) e outras se referem à gratidão pelos benefícios divinos recebidos. Neste sentido, a ação de graças aparece como resposta à atividade salvadora de Deus da criação à redenção. O apóstolo agradece pelo crescimento na fé, no amor e na esperança dos seus destinatários e colaboradores na missão entre os gentios (cf Rm 1,8;1Cor 1,4; 2Cor, 1,11; Ef 1,16; 1Ts 1,2). Recomenda: “sejam agradecidos” (Cl 3, 15) em todas as circunstâncias (1Ts 5,18) e em todas as atividades.

A ação de graças em Paulo aparece vinculada à oração de súplica: “Apresentem a Deus todas as necessidades de vocês através da oração e da súplica, em ação de graças” (Fl 4,6; cf Cl 4,2). “Recomendo que façam pedidos, orações, súplicas em favor de todos os homens ...  por todos que têm autoridade”  (1Tm 2,1). A intercessão dos cristãos não tem limites.  Frequentemente Paulo pede aos cristãos que orem por ele (Fm 1,22; 2Ts 3,1; Rm 15,30)

A ação de graças integra em si as diferentes dimensões da oração. As comunidades de Paulo têm consciência de se que reúnem em nome de Cristo.  A partir de tudo o que recebem de Jesus Cristo, de uma vez por todas, não podem mais rezar sem prescindir desse dom e suplicar para poder agradecer (cf 2Cor 9,11-15). Interceder, pedir, suplicar em favor de outra pessoa, é uma atitude própria de quem tem o coração animado pela misericórdia de Deus (cf Fl 2,4).  Enfim, as diferentes dimensões da oração paulina, expressam a resposta jubilosa da comunidade à atividade de Deus Criador e Salvador. Ante à ação do Pai que se revelou maravilhosamente em Cristo, nossa resposta não pode ser outra, senão a ação de graças.  “Vocês dêem sempre graças a Deus!” (Ef 5,4).

Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:

1 - O que motiva o apóstolo Paulo louvar e agradecer?

2 - A ação de graças e a súplica em Paulo tinham que motivos?

3 – Vamos fazer uma leitura orante do Hino de Efésios 1,3-14?

 



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