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APRENDENDO A SER MINISTRO(A) COM O APÓSTOLO PAULO - Frei Faustino Paludo,OFMCap

Estamos iniciando o mês vocacional.  A Igreja nascente conheceu ampla diversidade de ministérios como serviços da edificação do novo povo, reconhecido por Pedro “como raça eleita, sacerdócio régio, nação santa e povo adquirido por Deus” (2Pd 2,9). Paulo nos apresenta um significativo e complexo quadro dos ministérios, com particular destaque à proclamação da Palavra, à evangelização e à profecia (cf 1Ts 5,19-20; 1Cor 4, 1s). As Igrejas fundadas pelo apóstolo eram comunidades “carismáticas” , formadas por pessoas que tinham recebido dons para serem exercidos no serviço (ministérios) do bem comum (1Cor 12,7.11).

Para o apóstolo Paulo a comunidade é o Corpo de Cristo, constituído por muitos membros (1Cor 12, 12s). A partir da imagem do corpo e da responsabilidade de todos os membros na missão, ele menciona uma rica diversidade ministerial: os "apóstolos, profetas, doutores e evangelistas" que anunciam a Boa Nova e organizam as distintas comunidades (1Cor 12,28; Ef 2,20; 3,5; 4,11; 2Tm 4,5). Em cada uma dessas comunidades há o serviço dos “moderadores”, "dirigentes" (Hb 13,7; 13,17;), "os que presidem" (Rm 12,8; 1Tes 5,12), "presbíteros" e “anciões” (1Tm 4, 14; 5,17. 19. 22), "os bispos" (Fl 1,1; 1Tm 3,1-7), "os diáconos" (1Tm 3, 8-13; Fl 1,1) e “supervisores” (Fl 1,1; Tt 1,7). Em outro plano estão os "pastores" e os "mestres” que ensinam" (Ef 4,11).

Todos os que são escolhidos ou exercem uma função, o fazem como servidores. Paulo os chama de servidores (“diaconia”). “Quem é Apolo? Quem é Paulo? Apenas servidores, através dos quais vocês foram levados à fé” (1Cor 3,5; cf 1Cor 12,5; 16,15; 2Cor 3,6; 8,4; 9,23; 11, 23; Ef 4,12; 1Tm 1,12; 2Tm 4,5;1Ts 3,2).  Servir com total dedicação e amor era o espírito que devia animar o agir de determinada pessoa em favor do funcionamento harmônico do corpo (cf  1Cor 12,20-21). Seja qual for a atividade que alguém realize, deverá exercê-la como continuidade da atuação de Jesus: “Ele veio para servir e para dar a sua vida em favor de muitos” (Mt 20,28).   

Não sabemos como eram conferidos estes ministério. Eram considerados "dons do Espírito Santo" (1Cor 12,28), ou "dons do Senhor" (Ef 4, 8-11; 1Tm 4,14; 2Tm 1,6). O Espírito enriquece a comunidade – Corpo do qual Cristo é a Cabeça, - confiando diferentes dons e carismas aos membros do corpo (cf 1Cor 12, 27ss).  Ele, na sua livre vontade, escolhe a algumas pessoas para certas funções; os chama e lhes dá dons ou carismas para um ministério específico. Esse dom é uma graça que capacita aquele que recebe determinada função para ser desempenhada em favor do bem comum do Corpo de Cristo. Em Cristo habita a plenitude de todas as graças, dons e ministérios. Ninguém pode ser apóstolo, profeta, evangelista, ou pastor e mestre por sua própria iniciativa.   O chamado e o carisma para certo ministério procedem de Deus (cf 1Cor 14, 1ss). Os dons e ministérios crescem se desenvolvem, se ampliam segundo a vontade de Deus. Por conseqüência, o exercício ministerial requer qualidade de vida. É necessário segundo o ensinamento do apóstolo Paulo perseverar nas virtudes cristãs: da fé, da caridade e do bom testemunho. Uma pessoa pode ter habilidades, mas estas podem ser  desconsideradas para o ministério quando não reúnem os requisitos de uma vida qualificada (cf Ti 1,5-9; 1Tm 3,2-7). A adesão a Jesus Cristo deve ser prévia e total. 

Paulo ressalta a participação da comunidade na organização e na escolha dos ministros. Ela é a depositária dos dons e ministérios.  A pregação do Evangelho e a edificação da comunidade são da responsabilidade de todos os membros do corpo, pois “ se um membro sofre todos sofrem com ele; se um é honrado, todos se alegram com ele” (1Cor 12,7-26). O apóstolo dos gentios sugere que as próprias comunidades elejam seus juízes (1Cor 6,5), seus representantes e tomem suas decisões (cf 1Cor 11,13). Paulo confia à comunidade a tarefa do discernimento dos carismas:  “... examinem tudo e fiquem com o que é bom” (1Ts 5,19-21), tomando sempre o cuidado para que ninguém escravize vocês ...” (Cl 2,8). A própria exclusão pedagógica (terapêutica) de alguém da comunidade, uma decisão importante, é confiada à própria assembléia (1Cor 5,12-13).   

A co-responsabilidade na missão e a participação de todos os cristãos no corpo eclesial se revelam também por meio da presença e da atuação das mulheres nos ministérios da comunidade. Apesar da diferença cultural, a comunidade primitiva aboliu a distinção entre homens e mulheres, “Não há mais diferença... entre homem e mulher” (Gl 3,28). Na comunidade de Corinto as mulheres podem pregar e profetizar (1Cor 11,5). A importância da presença e atuação da mulher é ressaltada pelas inúmeras referências e saudações: a diaconisa Febe (Rm 16,1) ... “Saudações a Maria, que trabalhou muito por vocês” (Rm 16,6); a irmã Ápia (Fm. v. 2);  a Ninfas que acolhia a comunidade em sua casa (Cl 4,15); a Trifosa e Trifena (Rm 16,12; a Priscila (cf Rm 16,3-4; 1Cor 16,19; 2Tm 4,19) e a Evódia e Síntique (Fl 4,2-3).   

Enfim, o apóstolo Paulo tem consciência da atuação do Espírito que distribui dons e carismas entre os fiéis e faz surgir uma multidão de ministérios e serviços, espontâneos ou institucionalizados: “cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos. A um dá a palavra de sabedoria, a outro, a palavra de ciência segundo o mesmo Espírito, a outro, o mesmo Espírito da fé; a outro ainda, o único e mesmo Espírito concede o dom das curas; a outro, o poder de fazer milagres; a outro a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, o dom de falar em línguas; a outros ainda, o dom de as interpretar” (1Cor 12,8-10).

Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:

1- Através de que imagem o apóstolo Paulo expressa sua compreensão da Comunidade e dos ministérios?

2- Os serviços e ministérios, no entender de Paulo, devem ser expressão de que e em vista do que? 

3- Quem é a fonte dos ministérios e serviços?  Sua realização requer o que das pessoas?

4- À luz da experiência das comunidades de Paulo, como avaliamos a presença e ação  dos ministérios e serviços em nossas comunidades eclesiais?



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