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Fonte: Católico.org
 
 
 
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ESTE É O VOSSO O CULTO ESPIRITUAL

Sempre me chamou a atenção esta exortação do apóstolo Paulo: “Eu vos exorto, irmãos, pela misericórdia de Deus, que vos ofereçais em vossos corpos, como hóstia viva, santa, agradável a Deus. Este é o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com os esquemas deste mundo, mas transformai-vos pela renovação do espírito, para que possais conhecer qual é a vontade de Deus, boa, agradável e perfeita” (Rm 12,1-2).

            Em outras palavras, para Paulo, qual é o culto que realmente agrada a Deus? É colocarmo-nos por inteiro (entregar-nos em nossos corpos) a serviço do projeto de Deus vivido por Jesus, o Filho de Deus; entrar no caminho de Jesus como discípulos missionários seus, assumindo e assimilando sua postura ética de justiça, de paz, de respeito e solidariedade com os pobres, de empenho por vida digna para todos; converter-se e mergulhar de cabeça no Espírito de Deus e produzir frutos como caridade, alegria, paz, longanimidade, afabilidade, bondade, fidelidade, mansidão, moderação (cf. Gl 5,22); colaborar para que o grande sonho de Deus se realize sobre este planeta terra, isto é, que a vida seja de fato soberana.

            O sentido originário da palavra “culto”, como nós a usamos hoje, pode nos orientar a entender melhor o que se quer dizer com “culto espiritual agradável a Deus”. A palavra “culto” vem do latim (“cultus”). E “cultus” é o particípio passado do verbo latino “cólere”, que significa cultivar. Daí vem a palavra “colono” (a pessoa que cultiva, isto é, que trabalha a terra). Uma “pessoa culta” é uma pessoa que cultiva a ciência, o saber. E “cultuar” Deus (prestar culto a Deus), o que significa? Significa cultivar (viver) no dia a dia, pessoal e comunitariamente, na celebração e na vida, o Espírito de Deus, isto é, aquilo que Deus mesmo é: Amor. Na verdade, como diz Paulo, se em tudo que eu fizer eu não cultivar o amor, eu nada sou (cf. 1Cor 13,1-13).

            A partir da compreensão de “culto espiritual” como compromisso amoroso com os irmãos e irmãs, a exemplo de Jesus, é que o apóstolo dá uma chamada de atenção à comunidade de Corinto (cf. 1Cor 11,1-34). Pois muitos membros da comunidade não iam para as suas reuniões para assimilar (comer e beber) a ceia memorial da Páscoa do Senhor e, assim, cultivar o Amor solidário de Cristo que se entrega totalmente a nós. Eles iam, sim, com outras finalidades, interesseiras e até vergonhosas para um cristão, pois “cada um se adiantava a comer a sua própria ceia e, enquanto um passa fome, outro está bêbado” (v. 26). Em vez de celebrar a Páscoa e se comprometer com ela, iam simplesmente para “massagear” seu próprio egoísmo e “engordar” sua falta de solidariedade. Resultado: Divisões dentro da comunidade, com graves prejuízos para a vida de seus membros (cf. vv. 17-22). Numa palavra, mesmo participando das reuniões cultuais, não se vivia um “culto espiritual”.

            Na história da Igreja (e ainda hoje!), muitas Eucaristias deixaram de ser vividas como momento privilegiado de fortalecimento de uma espiritualidade comprometida com a vida, pela comunhão com a entrega de Cristo (a hóstia viva por excelência, santa, agradável a Deus) para viver aquilo que Paulo chama de “culto espiritual agradável a Deus”. Muitas missas (e outras celebrações também: batismo, matrimônio etc.) foram (e ainda são!) oportunidade antes para justificar e cultivar os “esquemas deste mundo”, egoísmos sob diferentes máscaras. Não transformam, não convertem, não comprometem. “Por isso que há entre vós muitos doentes e débeis e muitos adormecidos”, alerta o apóstolo (1Cor 11,30). Divisões, violências, preconceitos, corrupção, mortes, extermínios, fome, misérias, perpetrados em sociedades ditas cristãs, são um indício de que algo de errado esteve (ou está) acontecendo na forma e no espírito com que se participa da ceia memorial do Senhor.   

Se pelo Batismo fomos chamamos a formar em Cristo um só Corpo (1Cor 12,12-31), a ser família de Deus e templo do Senhor (cf. Ef 2,11-22; 1Cor 3,16-17 e 6,19-20), cumpre-nos enfrentar este desafio: Celebrar bem a divina Liturgia, de tal maneira que realmente nos deixemos transformar por seu espírito e, assim, vivamos a vontade de Deus, boa, agradável e perfeita. Este é o culto que lhe agrada. E os pobres agradecem.

Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:

1. Como melhor podemos honrar a Deus? O que mais lhe agrada?

2. É importante ir à Igreja, participar das missas e outras celebrações? Por que?

3. Para quê a gente vai à Igreja, participa das missas e outras celebrações?

4. O que significa “culto espiritual”?

5. Quando é que, mesmo indo à Igreja e participando das celebrações, deixamos de honrar a Deus?

6. As celebrações litúrgicas de sua comunidade possibilitam viver um “culto espiritual”? Por quê? O quê nelas é preciso melhorar?



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