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OFÍCIO DIVINO DAS COMUNIDADES (III) - Quando celebrar? - Penha Carpanedo, pddm

Estamos conversando sobre o Ofício Divino das Comunidades, versão inculturada da Liturgia das Horas. Desta vez, respondemos à pergunta: quando celebrar o Ofício? Já falamos sobre a finalidade do Ofício divino, de consagrar a Deus pela oração, as horas do dia. Seguindo esta Tradição, o tempo de celebrar o Ofício é todos os dias, em determinas horas, especialmente  manhã e tarde.

Acontece que, numa sociedade como a nossa, ritmada pelas exigências do mercado, nem sempre é fácil reunir-se em comunidade, duas vezes ao dia, para celebrar. Muitas pessoas assumem, então, o compromisso pessoal de rezar a sós, unindo-se à Igreja e a toda a humanidade. Esta oração diária, regular, vai como que estruturando a vida da pessoa em outro ritmo, o do cosmos, mais próximo das batidas do coração e da alternância da respiração (sopro) do que do frenético movimento do trânsito e da correria que nos impõe o sistema econômico. E quando é possível, se junta à comunidade, ou à família, para celebrar comunitariamente o Ofício.

Além do ritmo diário, o Ofício Divino articula-se com o ritmo semanal e anual.

No ritmo semanal, destaca-se o domingo, dia primordial, páscoa semanal dos cristãos, com o Ofício da Vigília no sábado à noite, e os elementos próprios dos Ofícios da manhã e da tarde no Dia do Senhor. Muitas comunidades, não podendo contar com a presença do presbítero para a celebração eucarística, têm encontrado no Ofício uma alternativa para a celebração dominical da Palavra, inserindo no lugar da leitura bíblica as leituras do domingo conforme o lecionário dominical. Os ganhos desta opção é uma celebração mais orante e mais participativa, mais acessível ao jeito das nossas comunidades.

No ritmo anual, a ênfase recai sobre os tempos litúrgicos. Há no Ofício das Comunidades, roteiros de oração para todos os tempos do ano litúrgico e também para o santoral. Comunidades que não podem se reunir todos os dias, o ano inteiro, optam por fazer isso ao menos em um determinado tempo: durante o Advento por exemplo, especialmente na Novena do Natal ; na Quaresma; no Tríduo Pascal; na novena e festa do(a) padroeiro(a)... Há casos em que esta experiência foi tão positiva que levou a comunidade a assumir o Ofício em outros períodos do ano, ao menos uma vez por semana, de manhã ou à noite, ainda que em pequeno grupo.

Um dos méritos do Ofício é, justamente ajudar as comunidades a organizar melhor a sua vida de oração, a resgatar uma experiência de oração como louvor e intercessão que brota da escuta atenta da Palavra de Deus e dos acontecimentos da vida, em comunhão com todos os que, de alguma forma, buscam a Deus. À medida que se descobre o seu valor pastoral e espiritual, ele vai se tornando uma referência estável de oração nas diferentes circunstâncias.

Já é comum, por exemplo, no início ou no final de uma assembléia diocesana, ou de um encontro de formação, que a equipe encarregada de organizar a oração se baseia no Ofício Divino das Comunidades, com as necessárias adaptações. Escutei Sued, um jovem de Brasilia, relatando sua experiência de celebrar o Ofício nas casas, a convite das famílias, e do quanto esta maneira de orar encontra eco no coração das pessoas doentes, das pessoas que sofrem e colocam em Deus sua esperança.

Um Ofício muito usado é o dos falecidos. A partir desta apreciação está em elaboração um Ofício mais completo, Celebrando por ocasião da morte, enriquecido de salmos, leituras bíblicas e cantos, com ritos de encomendação e sepultamento, considerando diferentes circunstâncias da morte: criança, jovem, morte violenta, etc.

Há ainda, publicado pela Paulus, o Ofício dos mártires da caminhada latino-americana, a partir da experiência da prelazia do São Félix do Araguaia; o  Ofício das crianças e adolescentes bastante valorizado na catequese e o Ofício da mãe do Senhor, com uma variedade de elementos para as festas e memórias de Maria.

A grande novidade do Concílio Vaticano II a propósito do Ofício divino, foi devolver a todo o povo o direito de celebrar a Liturgia das Horas como era nas comunidades dos primeiros séculos;  ele recupera a consciência de que “o louvor da Igreja não é reservado, nem por sua natureza, nem por sua origem, aos clérigos e monges, mas pertence a toda a comunidade cristã” (IGLH, 270). Por isso recomendou que “também os leigos recitem o ofício, quer juntamente com os presbíteros, quer reunidos entre si e até cada um em particular” (SC 100).

 

Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:

1. Quais os momentos do dia que reservamos para nossa oração pessoal?

2. Qual foi a grande novidade do Concílio Vaticano II em relação ao Ofício Divino?

3. Por quê o Ofício Divino pode ser tornar fonte de espiritualidade?

4. Em que momentos de nossa vida comunitária ou paroquial poderíamos valorizar mais a oração do Ofício Divino?

 



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