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Fonte: Católico.org
 
 
 
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OFÍCIO DIVINO DAS COMUNIDADES (II)

Este é o segundo artigo, de uma série de três, sobre o Ofício Divino das Comunidades, versão inculturada da Liturgia das Horas. No primeiro, falamos sobre o sentido desta oração que recebemos dos nossos antepassados judeus e cristãos, com quem aprendemos a orar prestando atenção no Mistério das horas. Lembramos que, ao interromper nossa atividade humana pela oração, testemunhamos que o nosso tempo, todo o nosso viver e o universo inteiro pertencem a Deus. 

Há no meio de nossas comunidades uma busca grande de oração, a ponto de muita gente migrar para grupos ou movimentos que lhe respondam a este anseio. O Ofício Divino das Comunidades responde a este fervor espiritual do povo com uma proposta de oração eclesial e popular, bíblica e litúrgica que ajuda a unir fé e vida cotidiana, dimensão social e pessoal, louvor e lamento, escuta e prece.

Sendo o Ofício uma ação litúrgica, tem um caráter comunitário: realiza-se na comunhão dos irmãos e irmãs reunidos, pela mediação do rito (gestos e palavras que se repetem de acordo com a hora, o dia ou o tempo litúrgico).  No presente artigo, vamos aprofundar o sentido dos elementos que compõem cada Ofício e como fazer na prática.

O começo de cada Ofício é marcado por um tempo de oração pessoal, a chegada, em que cada pessoa é convidada a fazer silêncio. No dizer de João Crisóstomo, um pai da Igreja do 4º século, sem a oração pessoal a oração comunitária seria como colocar incenso em carvão apagado. Por isso, com a iluminação do ambiente reduzida e, às vezes, com ajuda de um refrão meditativo, as pessoas se recolhem no silêncio do próprio coração e se preparam para a oração comum.

Neste silêncio, quem  coordena se levanta sem fazer qualquer comentário, entoa os versos de abertura repetidos pela assembléia. São versos bíblicos de invocação ou convite, que nos situam no diálogo da aliança com Deus, em Jesus Cristo.

Depois vem a Recordação da vida. A pessoa que coordena convida a comunidade a lembrar acontecimentos do dia, a trazer suas angústias e esperanças, suas tristezas e alegrias, as conquistas e revezes da caminhada, as lembranças marcantes da família, da comunidade, das Igrejas e dos povos, os próprios fenômenos da natureza como sinais de Deus... Por aí começa a escuta de Deus que nos fala por meio dos acontecimentos da vida. No Ofício da noite, em vez de recordação da vida, pode-se, às vezes, fazer a revisão do dia, uma espécie de ato penitencial, invocando a misericórdia de Deus e recebendo dele o seu perdão.

Terminada a recordação da vida entoa-se o hino, expressão da nossa oração em linguagem poética.  É escolhido de acordo com a hora do dia, a festa, o tempo litúrgico ou as circunstâncias da vida.

Todos se sentam para a oração do salmo. Faz-se uma breve introdução, os cantores entoam e a assembléia canta em coros alternados. No final, silêncio e  meditação.
Os salmos constituem parte essencial no Ofício Divino, Palavra de Deus em forma de louvor, de ação de graças, de súplica... São uma escola de oração que fazem memória das ações de Deus na história (êxodo) e nos situam no diálogo da Aliança de Deus com o seu povo. Nessa relação de amor Deus se manifesta como Deus da vida, atento aos gemidos do seu povo e de toda a terra... e o povo responde agradecendo, reconhecendo sua miséria, intercedendo, unindo-se a Jesus Cristo, o grande cantor dos salmos . É ele quem reza, quando a Igreja ora e  salmodia (cf. SC 7).

Tomando como referência o próprio Cristo, os salmos foram distribuídos ao longo do Ofício, para fazer memória de sua morte e ressurreição na hora do dia (salmos da manhã e da tarde ou noite); nos dias da semana (salmos do domingo e dos dias da semana); nas festas ou tempos litúrgicos (salmos próprios da quaresma, páscoa etc.).

Em cada Ofício, não escolhemos os salmos de acordo com nossos sentimentos; aceitamos o salmo ali indicado e nele reconhecemos a voz de Cristo; deixando que as palavras venham suscitar em nós os mesmos sentimentos que havia em Jesus.

Além da Palavra de Deus cantada e meditada nos salmos e cânticos bíblicos, há uma leitura bíblica impressa em cada Ofício. Ou pode-se ler o evangelho do dia ou ainda outra leitura... Segue um tempo de meditação silenciosa para repassar no coração a Palavra de Deus que escutamos na recordação da vida, no salmo e na leitura bíblica... Partilham-se entre irmãos, sentimentos, impressões, apelos que a Palavra de Deus fez surgir no coração. 

O ponto alto do Ofício na manhã é o Cântico de Zacarias, anúncio de alegria pela visita do sol nascente; no Ofício da tarde, é o Cântico de Maria, ação de graças a Deus pelos sinais do reino e, no Ofício da noite, o Cântico de Simeão, reconhecimento da salvação de Deus no findar do dia.

As preces são nossa resposta à Palavra de Deus, na recordação da vida, no salmo, na leitura... Como povo sacerdotal, elevamos a Deus louvor, ação de graças e intercessão por toda a humanidade... Quem preside faz o convite e propõe a resposta, de preferência cantada.  Seguem as preces formuladas e espontâneas, recitadas por diferentes pessoas da assembléia. No final todos recitam ou cantam juntos o Pai Nosso (de preferência na versão ecumênica, ao menos quando cantado).

O Ofício termina com a bênção e a despedida. Pedimos a Deus, que nos conceda a sua bênção e a sua força no ‘Ofício’ que continua na vida, na convivência... até que seu Reino se cumpra em plenitude.

A repetição dos mesmos ritos, cada dia, garante que as pessoas se situem com segurança em cada momento da oração e não se sintam perdidas. Estes ritos, por serem diários, devem ser revestidos de permanente autenticidade, evitando cair na formalidade. Cantando os salmos, escutando a Palavra de Deus e respondendo na prece, a comunidade recebe força para dar testemunho do Cristo libertador.


Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:

1. O que recordamos do artigo anterior sobre o sentido do Ofício Divino?
2. Quais os elementos que compõem a oração do Ofício?
3. É importante termos um “método”, uma “estrutura” para a nossa oração?  Por quê? Ou devemos “inventar” cada dia nossa forma e nosso jeito de rezar? Por quê?
4. Sugestão: rezar juntos o Ofício Divino de acordo com o momento em que a equipe de liturgia está reunida: se for de manhã, usar o Ofício da manhã; se for de tarde ou noite, usar o Ofício da tarde ou noite.



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