| Seja bem-vindo! Hoje é
 
 
Acompanhe o santo do dia
Fonte: Católico.org
 
 
 
Home
Pároco
Atendimento na Paróquia
Estudos litúrgicos
Curiosidades
Catedral Sto Antônio
Pastorais
Regiões Pastorais
Padroeiro
Orientações Pastorais
Orações
Estudos e Reflexões
Espaço Litúrgico
Mensagens
Folheto Litúrgico
Contato
 
. : Catedral Santo Antônio :.
MÚSICA LITÚRGICA (I) Mística e atualidade - Reginaldo Veloso

Quem diz “Mística”, diz mistério! Coisa escondida, secreta, segredo, intimidade, interioridade, coisa da alma, do ser profundo ou das profundezas do ser.

Lá vai o automóvel pela estrada... Quando ele passa, podemos perceber quem vai nele: o condutor, os demais passageiros... Vemos toda a lataria a luzir, identificamos o modelo, a marca, o ano... Escutamos o ruído mais ou menos barulhento ou silencioso do motor... O nome já diz “automóvel”, algo que se move por si mesmo. Mas por força de quê é que ele se move mesmo?... Aí está o mistério, o segredo, aquilo que não se vê, não dá na vista, mas, lá dentro, no íntimo do motor, o faz arrancar, mover-se em maior ou menor velocidade, estrada afora: o combustível! No máximo a gente sente o seu cheiro.

Aí, me ocorre aquela passagem do Evangelho de João, quando, certo dia, alguém, por medo de que pudesse ser visto, vem, à noite, ao encontro de Jesus. Era Nicodemos, um judeu importante, assim se lê no capítulo 3 do quarto evangelho: Jo 3,1-8.

Estamos aqui entre cristãos. O dia, a hora, o instante mesmo, em que fomos batizados, celebrou um novo nascimento: a água nos banhou o corpo como que para demonstrar que vida nova nos penetra e envolve, que o Espírito da nova Criação nos move, que a mística do evangelho nos anima, que inspirações do alto, motivações profundas e diferentes nos fazem seres humanos especiais, homens novos, mulheres novas, vocacionados, destinados por Deus a fazer fermentar o seu Reino, em meio às estruturas caducas e corruptas do mundo. Pelo Espírito que age em nós, um outro mundo, um Mundo Novo é possível.

E o que tem a ver com isso a música litúrgica? Todo carro, todo automóvel, para continuar sempre correndo estrada afora, precisa ser abastecido. Nossos momentos de oração, sobretudo de oração comunitária, nossos espaços celebrativos, são nossos postos de abastecimento, as oportunidades de realimentar nosso ser profundo com as inspirações e motivações que vêm do Espírito. E a música, os cantos, do começo ao fim de nossas celebrações, é que dão o tom, garantem o clima e traduzem poética, melódica e ritmicamente essas inspirações e motivações. Como bem observa Santo Agostinho, a respeito das celebrações do seu tempo:

 Com exceção dos momentos em que se fazem as leituras, em que se prega, em que o bispo reza em alta voz, em que o diácono inicia a ladainha da prece comum (logo antes de se trazer o pão e o vinho para o altar), existe algum instante em que os fiéis reunidos na igreja não devam cantar? Na verdade, não vejo o que eles poderiam fazer de melhor, de mais útil, de mais santo”.

Aliás, poucas coisas, segundo Santo Agostinho, “são tão próprias para excitar a piedade nas almas e inflamá-las com o fogo do amor divino”, como o canto.

Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:

1.      Qual é a frase ou o pensamento que mais chamou a atenção neste texto?

2.      O que nos identifica, como cristãos,na vida e na celebração litúrgica?

3.      Qual a relação do canto litúrgico com a mística cristã?



© 2007/2008 Catedral Santo Antônio Chapecó.  Todos os direitos reservados. | créditos |