| Seja bem-vindo! Hoje é
 
 

Warning: simplexml_load_file(http://www.acidigital.com/podcast/santo.xml) [function.simplexml-load-file]: failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 403 Forbidden in /home/catedralchapeco/www/index.php on line 107

Warning: simplexml_load_file() [function.simplexml-load-file]: I/O warning : failed to load external entity "http://www.acidigital.com/podcast/santo.xml" in /home/catedralchapeco/www/index.php on line 107

Warning: Invalid argument supplied for foreach() in /home/catedralchapeco/www/index.php on line 108
Acompanhe o santo do dia
Fonte: Católico.org
 
 
 
Home
Pároco
Atendimento na Paróquia
Estudos litúrgicos
Curiosidades
Catedral Sto Antônio
Pastorais
Regiões Pastorais
Padroeiro
Orientações Pastorais
Orações
Estudos e Reflexões
Espaço Litúrgico
Mensagens
Folheto Litúrgico
Contato
 
. : Catedral Santo Antônio :.
Tempo do advento e do Natal

O ano litúrgico começa com as quatro semanas do tempo do Advento, que preparam a celebração da vinda de Cristo (Natal) e de sua manifestação como Senhor da história e de todos os povos (Epifania).

O Advento possui também uma profunda nota escatológica: isto é, orienta o crente à espera da segunda vinda do Senhor, aquela que a Bíblia chama “fim dos tempos” e realização do Reino de Deus. A partir desta dupla “vinda” (como significa a palavra latina adventus) são articuladas também as leituras bíblicas e as orações desta primeira etapa do ano litúrgico. De fato, o Lecionário e o Missal privilegiam nas primeiras semanas o tema da “segunda vinda”, para depois dedicar os últimos dias (a partir do dia 17 de dezembro) à preparação imediata do Natal do Senhor. As características do tempo do Advento são orientadas pela própria liturgia.

O Advento é o tempo da espera: espera da salvação definitiva e da realização do Reino anunciado por Jesus; espera do juízo do Senhor e de sua vinda na glória (cfr. o discurso escatológico, primeiro domingo).

O Advento é o tempo da vigilância: entre a primeira e a segunda vinda de Jesus insere-se o tempo da Igreja, durante o qual ela é chamada a caminhar para o Reino sem cair nas tentações, sem parar ou adormece ou voltar atrás. A vigilância é a atitude que caracteriza o tempo da Igreja, peregrina no mundo.

O Advento é o tempo da oração: enquanto a Quaresma possui um traço claramente penitencial, o Advento expressa, no entanto, uma característica de alegria e de serenidade. A oração da Igreja, neste tempo, é dirigida com confiança ao Senhor que veio e virá, que se encontra junto do Pai, mas também presente em sua comunidade que reza a Ele. Nesta oração, a Igreja faz sua a oração da espera messiânica de Israel (cfr. os oráculos messiânicos) e imita a atitude confiante de Maria, de José, de João Batista, dos profetas e das grandes personagens bíblicas que antecipam e prefiguram o Messias que vem.

O Advento é o verdadeiro tempo mariano: no contexto da dupla vinda de Jesus, Maria adquire sua verdadeira grandeza de crente, de discípula, de mãe de Deus e da Igreja, a caminho rumo à segunda vinda de seu Senhor.

O templo o Natal compreende o primeiro ciclo das celebrações do mistério de Jesus: seu nascimento (Natal), sua pertença a uma família humana (Sagrada Família), sua manifestação a todos os homens (Epifania), seu batismo (Batismo do Senhor). Nestas celebrações é importante o destaque atribuído a Maria seja na proclamação de sua maternidade divina (1º de janeiro: Santa Maria Mãe de Deus), seja na apresentação que dela fazem os “Evangelhos da infância” (Mt 1-2; Lc 1-2) que são lidos neste tempo litúrgico.

O tempo do Natal não está separado da Páscoa. É preciso evitar fazer desse tempo uma ilha ou um parêntese na vida do cristão e de sua comunidade. É necessário também não deixar-se distrair pelo presépio, pela árvore de Natal e por tantos sinais lançados pela sociedade de consumo. É necessário, no entanto, readquirir a capacidade de meditar e de contemplar, de mergulhar a própria existência, distraída e fragmentada, no próprio mistério de Deus. Como é também necessário redescobrir a profunda unidade entre o Natal e Páscoa, entre os “Evangelhos da infância” e o resto do Evangelho que lemos durante o ano litúrgico. Não podemos nos comover diante da criança no presépio e depois não aceitar as exigências radicais de seu Evangelho. Isto significa dividir a pessoa de Jesus: de um lado a criança que comove, do outro o Jesus do Evangelho que não se conhece e não se quer aceitar; de um lado a missa da meia-noite, que não pode faltar; do outro, a vigília pascal, que não se compreende e que se deixa de lado. Mas a criança que nasce em Belém é já o ressuscitado da Páscoa. A criança que e rejeitada por Herodes e perseguida é já o crucificado, que experimenta antecipadamente a rejeição, a perseguição e a morte. A criança adorada pelos magos é já o Senhor que a comunidade cristã adora e reconhece como seu Deus. A criança que se perde no templo e no terceiro dia é reencontrada, é já o sepultado que durante três dias fica no túmulo e depois é “reencontrado” pelos seus na glória do dia de Páscoa.

Esta profunda unidade une as narrações da infância e do Natal com todas as outras partes do Evangelho, que se iluminam entre si e todas tendem para a Páscoa. Com razão a Igreja do Oriente chama o Natal “Páscoa do Natal do Senhor”.



© 2007/2008 Catedral Santo Antônio Chapecó.  Todos os direitos reservados. | créditos |