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O Ministério dos “Anônimos” na Assembléia Litúrgica - Frei José Ariovaldo da Sil

Normalmente, quando falamos em ministérios litúrgicos, pensamos nos serviços que mais se evidenciam na assembléia: Presidência, acólitos, leitores, salmistas, músicos e instrumentistas, ministros da acolhida, ministros da comunhão eucarística etc.

            Então eu pergunto: E os outros?... O povo todo que, sem estar nesta evidência, compõe o restante da assembléia? Será que não exerce algum ministério litúrgico?

            Pois eu digo que sim. Pelo fato de ser um povo de batizados (povo sacerdotal, portanto), também este exerce um ministério na assembléia litúrgica. E talvez um dos ministérios mais importantes. Cada pessoa que se faz presente, mesmo não tendo uma atividade específica (como as acima citadas), presta um serviço, um nobre serviço na assembléia. E que serviço!...

Mas, então, de que ministério se trata, quando na assembléia você não atua nem como presidente, nem como acólito, leitor, salmista, nem músico e instrumentista etc.? Já respondo: Trata-se do ministério de “somar com”. Sim, o ministério de “somar com os irmãos e irmãs”. “Fazer corpo” com os irmãos e irmãs: Corpo eclesial de Cristo. Pela sua presença na assembléia litúrgica, a comunidade fica mais rica, o Corpo eclesial de Cristo aparece mais pleno: Você contribui para a riqueza espiritual de sua comunidade. Portanto, você também é ministro(a). Não é lindo isso?!

            Como você vê, a sua simples presença e participação ativa na Liturgia é muito importante. Mesmo sem um ministério específico, você é super importante: Você é também ministro(a). Marcando presença, rezando, cantando, aclamando junto com os irmãos e irmãs, você presta um imenso serviço à comunidade. Sua presença na assembléia é um dos mais belos ministérios litúrgicos na comunidade cristã.

            Por outro lado, se você se ausenta (a menos que esteja impedido/a por algum motivo justo), quando você não vai à igreja, não se une aos irmãos e irmãs para ouvir a Palavra, louvar, agradecer, pedir, interceder e participar do Sacramento, é claro que então a comunidade fica mais pobre. Com um membro a menos (você!), ela fica como que mutilada. Sua ausência mutila o corpo eclesial de Cristo. Você presta um tremendo desserviço comunitário. Sua ausência, repito, significa uma mutilação do corpo eclesial de Cristo...

            Descobri tudo isso num documento antigo da Igreja do oriente, que remonta ao século III, na Didascália dos Apóstolos II, 59,1. Neste documento se pede que o bispo exorte os fiéis a freqüentar a assembléia e nunca se ausentar dela. Pois se alguém se ausenta, a comunidade eclesial fica empobrecida; o corpo eclesial de Cristo com um membro a menos fica mutilado.

            Viu? O quanto é importante marcar presença ativa na assembléia litúrgica de sua comunidade eclesial!... E que responsabilidade! Honre, portanto, o ministério que o batismo lhe outorgou, o ministério de “somar com os irmãos e irmãs” na celebração da divina Liturgia.

            E os(as) doentes em suas casas ou nas casas de saúde, impossibilitados(as) de se fazerem presentes na assembléia litúrgica? Podem exercer também um ministério litúrgico?

Sim! Unindo suas dores, angústias e sua vida à cruz e ressurreição do Senhor, como membros que são também do corpo de Cristo, povo sacerdotal, também eles(as) prestam um imenso serviço a toda a humanidade, exercem um ministério: O ministério da solidariedade e comunhão com todas as dores de outros muitíssimos membros do Corpo de Cristo, a Igreja. Por isso que, ao terminar a celebração litúrgica, os ministros e ministras da Comunhão Eucarística levam-lhes o corpo de Cristo. Comungando sacramentalmente do corpo do Senhor, os enfermos celebram sua comunhão com a assembléia litúrgica e com todos os sofredores do mundo.

Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:

1. Algo lhe chamou a atenção nessa reflexão? O que foi? E por quê?

2. Em que sentido, a presença ativa numa assembléia litúrgica já é um verdadeiro ministério litúrgico?

3. Ausentar-se da assembléia significa o quê, em termos ministeriais?

4. Em que sentido a “não presença” dos enfermos pode ter também um cunho ministerial?

 

 



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