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. : Catedral Santo Antônio :.
Pelo Natal de Jesus, celebremos a jubilosa esperança da Salvação!

As celebrações do Natal sempre reacendem a jubilosa esperança da Salvação, prometida pelo Pai e realizada em Jesus Cristo. Estas celebrações levam os fiéis a se prostrarem na contemplação do Mistério da Encarnação do Verbo Eterno, o Filho de Deus, que por obra e poder do Espírito Santo, se fez Homem no ventre da Virgem Maria.

O nascimento de Jesus em Belém de Judá já realiza, de forma plena, o mistério da Salvação humana, cuja esperança foi alimentada desde Abraão até que se completou no mistério de sua Paixão, Morte e Ressurreição e se destina à plenitude no céu, quando Ele vier como Senhor e Juiz da história, pois “Aquele” que assumiu a nossa humanidade, nos faz participantes de sua divindade que será manifestada em todo o seu esplendor no dia final.

As celebrações do Natal fazem brotar um profundo sentimento de alegria e paz, pois este é um tempo em que se afloram as disposições de reconciliação entre as pessoas e destas com Deus, o empenho solidário em fazer acontecer um mundo novo, onde não haja necessitados, onde a justiça e a paz possam se abraçar.

Contemplando o Menino nascido na “Casa do Pão”, naquela Noite Feliz e Santa, vislumbramos uma luz diferente que ilumina os olhos de nossa fé. Não é a luz de algum astro brilhante em meio às trevas do firmamento, mas a Verdadeira Luz, que procede do próprio Menino, Deus que se fez Humano. Esta luz invade os corações e o que pela fé brilha nas mentes precisa se manifestar em ações (Cf. Oração Coleta da Missa da Aurora do Natal).

O Divino e Eterno Pai nos criou por amor. Porém, o pecado nos fez morrer. Perdemos a graça exatamente porque nos desviamos da vontade do Pai e não correspondemos ao seu inefável amor. Mas, em sua benevolência Ele mandou ao mundo o seu Filho, para restabelecer a dignidade humana. O nascimento de Jesus dá início ao cumprimento da promessa salvífica. A partir de então já estamos reconciliados para vivermos uma vida nova e alcançarmos a imortalidade pela redenção oferecida na Cruz libertadora.

Contudo, diante do sublime mistério que celebramos no Natal, ainda nos inquieta tanto desamor e tantas vidas submersas na desgraça. É chocante saber que a vida de crianças é interrompida violentamente, muitas são assassinadas pelos próprios pais! Causa-nos horror saber que a violência, a exploração do trabalho infantil, o abuso sexual de menores e a prostituição infantil, crianças na guerra, a influência do narcotráfico, entre outros problemas gravíssimos, ceifam a vida de nossas crianças e ferem sua dignidade. O dom da vida é freqüentemente renegado e novos “Herodes” insistem em exterminar a vida de inocentes.

Diante desta realidade que ignora o Deus da Vida só nos resta clamar pela misericórdia do Senhor e nos comprometer de modo decisivo na luta pela defesa da vida, desde a sua concepção no ventre materno. Podemos, sim, assumir ações concretas a partir de uma educação que gere a “cultura da vida”, cuidando de colocar em prática os direitos das crianças e dos adolescentes, gerando ações políticas que se coloquem efetivamente a favor do desenvolvimento e da dignidade humana em todas as circunstâncias onde imperam o poder das trevas e da exclusão, a fim de que resplandeça em cada aurora a autêntica luz do Natal.

Nas orações que proclamamos em nossas liturgias recordamos que “agora e em todos os tempos” o Cristo “vem ao nosso encontro, presente em cada pessoa humana, para que o acolhamos na fé e o testemunhemos na caridade” (Prefácio do Advento I A). É preciso acolher este Cristo Real, que não é uma simples imagem de presépio, mas o Verdadeiro Ícone no qual Deus revela a humanidade de sua Divina Face, a sua “Imagem e Semelhança” visível em suas criaturas, pela graça batismal feitas filhas no Filho Unigênito.

Neste contexto, a Sagrada Família é o modelo a ser continuamente imitado. Mesmo entre provações e sofrimentos o casal de Nazaré permaneceu com abnegada fidelidade na parceria com Deus, correspondendo ao seu projeto e aceitando com amor a sua divina vontade. Neles a graça foi fecundamente acolhida e vivida. Tenhamos, pois, também nós, a prontidão do Justo José e da Virgem Mãe e seja nossa existência um constante Sim à vontade do Pai.

Assim como na noite jubilosa do nascimento do Salvador Deus revelou sua glória aos Pastores e, depois, aos Magos do Oriente, que simbolizam respectivamente o Povo Eleito e todas as Nações do Universo, hoje, nos é revelada a Boa Notícia de sua presença Salvadora no Mundo. Tal e qual os magos, somos convidados a percorrer um caminho diferente: o caminho da justiça e da liberdade, o caminho da verdade e da vida, o caminho da Cruz, pelo qual chegaremos ao céu e alcançaremos a paz definitiva.

De fato, precisamos ter coragem para romper com as arcaicas estruturas de morte e opressão, acolhendo na manjedoura de nosso coração o Filho Deus Encarnado, fazendo-nos seus discípulos missionários, percorrendo com Ele o caminho que vai para Jerusalém. Deste modo, caminhando na estrada com Jesus, iremos anunciando ao mundo sua presença Salvadora e proclamando a todos que sobre nós já brilha a sua luz!

Que a “Estrela-Guia” também nos conduza à presença de Jesus e a Ele possamos adorar e ofertar não apenas ouro, incenso e mirra, mas o dom total de nosso ser, feito hóstia-comunhão, nos dons eucarísticos que antecipam o penhor da glória futura, do mundo que há de vir.

Então, enfim, poderemos cantar jubilosos a alegria de nossa Salvação, pois “nasceu-nos hoje um menino, um Filho nos foi dado! (Is 9,6).

Pe. José Alberto Salvini



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