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Fonte: Católico.org
 
 
 
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ASPERSÃO: NO TEMPO DA QUARESMA OU DA PÁSCOA? - Jacques Trudel, sj

Várias comunidades do Brasil costumam realizar nos domingos da Quaresma o rito da aspersão com água benta, substituindo o ato penitencial,. O Missal Romano prevê esta possibilidade “em todas as missas dominicais”, portanto, também nas da Quaresma. Mas eu gostaria de sugerir que seria mais de acordo com a dimensão batismal da Quaresma, como preparação para a Vigília Pascal, reservar a aspersão para os domingos do Tempo Pascal, quando é explicitamente recomendada. Vejamos.

É importante notar que Quaresma e Tempo Pascal formam juntos o Ciclo Pascal, articulado em torno da Vigília Pascal - cume do Tríduo Pascal - como que ponto de chegada e ponto de partida. É a celebração anual do Mistério Pascal, da Páscoa de Jesus, sua Morte e Ressurreição por nós e a nossa participação nela. De um lado, a Quaresma é o tempo de preparação: um percurso espiritual progressivo de 40 dias que nos leva à celebração da Páscoa “na noite santa em que Jesus ressuscitou”. De outro lado, os 50 dias do Tempo Pascal são vividos como prolongamento da Páscoa, como “um só dia de festa”, diziam os antigos, do Domingo de Páscoa até Pentecostes, o quinquagésimo dia.

A 3ª parte da Vigília Pascal é a Liturgia Batismal, na qual temos a bênção da água para o Batismo de novos discípulos de Jesus e a solene aspersão da comunidade em memória do seu Batismo. Nesta noite, ouvimos Paulo afirmar que  todos fomos batizados na morte de Jesus Cristo para viver da vida nova com Cristo ressuscitado (cf. Rm. 6, 3-11). Diz a oração: “Que esta água seja para nós uma recordação do nosso Batismo e nos faça participar da alegria dos que foram batizados na Páscoa”.

Por isso, todo o itinerário de preparação da Quaresma tem uma dimensão batismal em vista da  Vigília Pascal. Cito o missal: “O tempo da Quaresma visa preparar a celebração da Páscoa; a liturgia quaresmal, com efeito, dispõe para a celebração do mistério pascal tanto os catecúmenos, pelos diversos graus de iniciação cristã, como os fiéis, pela comemoração do batismo e pela penitência.” (MISSAL ROMANO, p. 105: Normas universais sobre o ano litúrgico e o calendário n. 27).

No processo da iniciação à vida cristã de não-batizados, procura-se favorecer a experiência do encontro pessoal com Jesus Cristo (Aparecida 286-294). Os domingos da Quaresma são a última etapa de preparação para o Batismo, na Vigília Pascal. É um tempo de purificação e iluminação; os ritos e orações especiais, de domingo em domingo (escrutínios) têm como finalidade aprofundar o seu DESEJO de salvação. Os Evangelhos da Quaresma do Ano ‘A’, (mais apropriados para a iniciação e que podem ser retomados nos outros anos, quando há Batismo) apresentam Cristo como “Água viva que sacia a sede” (3º domingo - a Samaritana); “Luz que faz enxergar” (4º domingo - Cego de nascença); “Ressurreição e vida” (5º domingo -Ressurreição de Lázaro). No domingo da Samaritana, uma das intenções  previstas reza : «Para que, à espera do dom de Deus, cresça neles o desejo da água viva que jorra para a vida eterna, roguemos. » (Ritual da Iniciação Cristão dos Adultos, no. 163).

A dimensão batismal da Quaresma, portanto, orienta para a Vigília Pascal. Aspergir com água - “em recordação do Batismo” - catecúmenos ainda não-batizados parece uma contradição. A menção da água na Quaresma visa aprofundar o desejo das águas vivas batismais que hão de brotar em abundância na Noite Santa. Nas comunidades onde não há Batismo na Vigília Pascal, o ato mais importante da Liturgia da Água deve ser a aspersão da água benta como recordação do Batismo. Ora, que destaque ou “novidade” terá, na Vigília, esta aspersão para a experiência espiritual da comunidade se ela já foi realizada na Quaresma?

            Durante o tempo da Quaresma, em lugar da aspersão, podemos dar maior ênfase ao rito penitencial. Em consonância com as leituras deste ano B, talvez olhar para a cruz onde Jesus assume as vítimas de violência, nos convidando a fazer o mesmo como gesto de fraternidade. Nada impediria cantar “Derramarei sobre vós uma água pura”(CF 2009, faixa 3) omitindo a aspersão e, deste modo, aprofundar o desejo de um “coração puro” nas águas do Batismo para o perdão do pecado.

Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:

1. Qual o sentido teológico-litúrgico-espiritual do rito da aspersão?

2. Na sua comunidade, haverá Batismo de jovens/ adultos na noite da Páscoa? Eles participam das liturgias dominicais da Quaresma? Como são ajudados?

3. Como podemos, durante a Quaresma, valorizar mais o rito penitencial, para ajudar a comunidade a se preparar para a festa da Páscoa?



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