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Fonte: Católico.org
 
 
 
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Jubileu Diocesano – 50 anos (1959-2009)

1. Sentido do termo “jubileu”
A palavra jubileu vem do hebraico, “yovel”. Refere-se ao carneiro, cujo chifre foi usado para anunciar o ano festivo. Há comentaristas que oferecem mais uma explicação. Dizem que “yovel” vem do verbo hebraico "trazer de volta", pois os escravos voltavam a seu estado anterior de liberdade, não sendo mais servos de homens e sim apenas do Criador; e os terrenos também voltavam aos proprietários originais. O termo jubileu indica júbilo, alegria que se manifesta interiormente e exteriormente.
 
2. Sentido bíblico
Sabemos como os judeus descansavam no sétimo dia (shabat) em louvor a Deus, para dar-lhe culto, para expressar o seu senhorio. De forma similar a cada 7 anos havia um ano sabático no qual se deixava a terra descansar e o que a terra produzia era para o sustento dos pobres e dos animais (Ex 23,10).
A cada cinqüenta anos havia o ano jubilar. O texto fundamental do Jubileu bíblico está no Levítico 25,10: "Declarareis santo o qüinquagésimo ano e proclamareis a libertação de todos os moradores da terra. Será para vós um jubileu: cada um de vós retornará a seu patrimônio, e cada um de vós voltará a seu clã."
Havia o perdão das dívidas e a libertação dos escravos (Dt 15, 12-15). Era um ano santo, dedicado a Deus, um ano de libertação e de justiça. Proclamava-se a santidade de Deus e sua soberania e a fraternidade e igualdade entre o povo.
O ano jubilar tinha um sentido pascal muito forte: trazia presente a misericórdia de Deus que havia libertado o povo da escravidão do Egito para conduzir-lo para a terra prometida e através da aliança o constituiu como seu povo.
A tradição neotestamentária parece reconhecer e acolher a prática do jubileu judaico e vê a realização do seu conteúdo nas "palavras" e nas "obras" de Jesus, que, entrando um dia na sinagoga de Nazaré, solicitado a comentar a passagem da Torá que se acabava de proclamar, aplica a ele próprio as palavras de Isaías, apresentando-se como enviado de deus, como aquele em que começa a tornar-se realidade a utopia jubilar: "O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar a remissão aos presos e aos cegos a recuperação da vista: para restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor" (Lucas 4,18-19). Jesus realiza “um ano de graça” não só com suas palavras, mas sobretudo com suas obras. Neste sentido, toda atividade de Jesus é jubilar.
No cristianismo o tempo tem uma importância fundamental. Na dimensão temporal Deus cria o mundo e em seu interior acontece a história da salvação que tem seu cume “na plenitude dos tempos” na encarnação e seu término no retorno glorioso do Filho de Deus no final dos tempos. Desta relação de Deus com o tempo nasce o dever de santificá-lo (TMA 10).
Cristo é o Principio e Fim. A ele pertence o tempo e a eternidade (Preparação do Círio na Vigília Pascal). Cristo é o Senhor do tempo. É o seu princípio e o seu cumprimento. Cada ano, cada dia e cada momento são abraçados pela sua encarnação e ressurreição, reencontrando-se assim na “plenitude do tempo”. Por isso também a Igreja vive e celebra a liturgia no espaço do ano (TMA 10).
 
3. O que é a Diocese?
Diocese é a porção do povo de Deus confiado ao pastoreio de um bispo que ocupa um determinado espaço territorial. Em cada diocese, também chamada de Igreja Local ou Igreja Particular, encontramos plenamente a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. Aqui está presente de maneira total a Igreja de Cristo, da mesma forma como ela está em Roma, em Nova Iorque, ou na mais simples diocese situada no interior da África. Normalmente os católicos estão muitos ligados apenas às suas comunidades, ou no máximo, às paróquias, não tendo muita visão da Igreja como um todo. Porém, se uma comunidade não estiver em plena comunhão com sua diocese, não pode propriamente se considerar uma comunidade católica. É a nossa comunhão na diocese, pastoreada por um bispo em plena comunhão com o bispo de Roma que faz da nossa comunidade também uma comunidade católica. Também os padres não são pastores isolados em suas paróquias: eles na verdade, fazem parte de um presbitério, uma comunhão de presbíteros, que junto com o bispo pastoreia aquela Igreja local. Assim, podemos entender porque é tão importante comemorarmos 50 anos de nossa diocese. Significa que a Igreja universal (católica) reconheceu, há cinqüenta anos atrás, que aqui nesta região do Oeste catarinense havia uma maturidade eclesial suficiente para nos tornarmos uma Igreja autônoma.
A Diocese de Chapecó foi criada no dia 14 de janeiro de 1958, pelo Papa Pio XII. O primeiro bispo foi nomeado pelo Papa João XXIII em 12 de fevereiro de 1959. A instalação da Diocese ocorreu em 25 de abril de 1959, pelo Núncio Apostólico D. Armando Lombardi. D. José Thurler assumiu a Diocese no dia 26 de abril de 1959. A população da Diocese na época era de 220.000 habitantes.
 
4. Para que celebrar o jubileu da Diocese
- Para louvar e agradecer
Com São Paulo somos convidados a repetir: “Bendito seja Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com toda bênção espiritual nos céus, em Cristo (Ef 1, 3).
- Para a penitência e a conversão
O Jubileu é por sua natureza uma chamada à conversão. Todos são convidados a receber o abraço do Pai. Ninguém pode se comportar como o filho maior que não quer entrar para a festa (Lc 25, 25-30).
- Para fortalecer o ecumenismo
É importante sinalizar com algum gesto concreto a caminhada ecumênica que está sendo feita pelas diversas Igrejas e comunidades eclesiais. São Paulo não cansa ainda hoje de repetir para nós: “Há um só corpo e um só Espírito, como também é uma só a esperança à qual fostes chamados. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, acima de todos, no meio de todos e em todos”(Ef 4, 4-6). A Igreja deve dirigir-se com prece mais instante ao Espírito Santo, implorando-lhe a graça da unidade dos cristãos. Este é um problema crucial para o testemunho evangélico do mundo (TMA 34).
- Para mostrar o rosto diocesano
Toda a Igreja particular tem seu rosto próprio. O rosto da Igreja de Chapecó tem em seus traços uma Igreja ministerial, com uma forte presença junto à realidade sofrida do povo, uma Igreja profética que anuncia e denuncia, uma Igreja que luta na alegria e na esperança. O jubileu é oportunidade para o povo cristão de nossas comunidades olhem no espelho da realidade, olhem para a palavra de Deus, saboreiem os frutos colhidos e visualizem os sonhos e aspirações para a continuidade da caminhada para a construção do Reino de Deus.
- Para festejar a caminhada: Na vida das pessoas a celebração dos jubileus sempre tem um caráter religioso e festivo. No âmbito eclesial a celebração do jubileu das paróquias e dioceses tem um papel importante e significativo e devem ser festejados levando em conta os costumes e a cultura local.
- Para recuperar o verdadeiro sentido de jubileu que consiste em: afirmar a soberania de Deus, exercer a gratuidade, lutar pela justiça e exercer o perdão.
 
5. Como celebrar o jubileu
- Jubileu é tempo de “descanso”: é tempo de parar, pensar, refletir, replanejar, contemplar. Vamos cuidar para não cair na tentação da multiplicação de atividades sem saber a que rumo queremos chegar. É tempo de vivenciar o domingo como “dia do Senhor”, e, portanto, dia da comunidade e não como “fim de semana” no qual de um lado há uma fuga para o isolamento e por outro a busca do lucro nas diversas formas de lazer (futebol, corridas, festas em geral).
- Jubileu é tempo de celebrar o mistério de Deus que caminha conosco em Jesus Cristo, com a força do Espírito Santo. A Igreja, a Diocese, as paróquias e comunidades são instrumentos de evangelização para a realização do Reino de Deus. Celebrações em nível comunitário, paroquial e diocesano certamente serão importantes para a nossa caminhada diocesana.
- Jubileu é tempo de caminhar: uma das características fortes do jubileu é a peregrinação. A peregrinação é uma condição do ser humano. Somos existência em caminho. A peregrinação tem sido sempre um momento significativo na vida do povo. Ela evoca o caminho pessoal do cristão seguindo o caminho do Redentor: é exercício de ascese laboriosa, de arrependimento pelas debilidades humanas, de vigilância da própria fragilidade e de preparação interior para a conversão do coração. Neste sentido seria importante celebrar o jubileu nos santuários e lugares de romaria.
- Jubileu é tempo de fazer memória: é importante contar, recordar a história, recontar a caminhada. Isto poderia ser feito através de livros, vídeos, revistas, jornais, etc... Conhecer nossa história passada é fundamental para vivermos o presente e traçarmos os rumos certos para o futuro.
- Jubileu é tempo de evangelizar: é tempo de anunciar a boa notícia através de mutirões como missões populares, retiros, jornadas de juventude, festivais, teatros, programas de rádio e televisão.
- Jubileu é tempo de divulgar: Cristo nos pede para divulguemos sua mensagem de cima dos telhados. Hoje temos a oportunidade de divulgar a boa nova do Evangelho também através dos modernos meios de comunicação, especialmente a internet. A visualização das ações pastorais são importantes para a identidade de povo de Deus da nossa diocese. Neste sentido ainda é importante: ter um tema e um lema; ter um cartaz; ter um hino; ter um selo comemorativo; ter uma oração do jubileu.
 
6. O que foi feito no jubileu dos 25 anos
-          Celebração de Abertura no dia 25 de novembro de 1983, na Catedral com missa às 9 hs da manhã, irradiada para todos os municípios da região e com a presença dos párocos das 41 paróquias. Na ocasião D. José, no momento do envio lembrou: “Neste ano jubilar vamos nos organizar e vamos rever juntos a nossa caminhada, celebrar as alegrias, os sofrimentos e a história de nossa Diocese e assumir compromissos de união e organização em nossas comunidades”.
-          Levantamento sócio-econômico, político e religioso da Diocese. Os resultados foram catalogados e estão publicados em forma de livreto.
-          Celebrações paroquiais: na Paróquia Santo Antônio houve uma procissão e uma celebração na Catedral, com a participação de todas as comunidades no dia 15 de abril de 1984, domingo de Ramos.
-          Concentração diocesana: A concentração diocesana aconteceu no dia 25 de novembro de 1984, no Estádio Índio Condá, com a participação de 15.000 pessoas de todas as comunidades da Diocese. Participaram 70 sacerdotes e 7 bispos, dentro os quais, D. José Thurler o primeiro bispo da Diocese.
-          O tema-lema do jubileu foi: Fidelidade a Deus e compromisso com o povo
 
Para debater no grupo:
1. Que outras dimensões podemos destacar no ano jubilar de nossa diocese?
2. Que ações pastorais bem concretas sugerimos:
- em nível comunitário; em nível paroquial; em nível diocesano.


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