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Fonte: Católico.org
 
 
 
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A IMPORTÂNCIA DOS BENS CULTURAIS NA OBRA DA EVANGELIZAÇÃO

1. O sentido dos Bens Culturais a partir da Bíblia
A Bíblia Sagrada, a partir dos primeiros capítulos do Gênesis, ensina de forma maravilhosa que Deus é Criador de tudo o que existe e sobretudo criador do homem e da mulher à sua imagem e semelhança. As suas primeiras páginas são uma verdadeira poesia pela qual se pode entender a verdade revelada não só pelo puro e simples relato dos fatos, mas também por aquilo que ela traz de beleza e arte. Deus criou o céu e a terra, criou os luminares, as águas e os animais, Deus criou o homem, homem e mulher os criou, e...viu que tudo era muito bom. (Cf.Gn.1).
2. Idolatria ou simbolismo?
Sabemos bem que os conceitos de belo, de bom e de verdadeiro na cultura clássica, de certa forma se confundem, o que vem em nosso socorro para entender bem a Palavra de Deus escrita. Certo professor que tive, de origem judaico-cristã, dizia que ninguém conseguirá entender bem a Bíblia, se não tiver sensibilidade poética, pois o povo judeu é eminentemente poético. Esta sensibilidade é indispensável para penetrar no âmago das expressões da arte, sejam imateriais como a palavra e a música, sejam as realizadas com o auxilio da matéria como a arquitetura, a pintura, a escultura e outras expressões. De certa forma, podemos dizer, não há arte material. Tudo na arte tem um profundo sentido espiritual, uma verdade oculta que se releva de alguma forma. É isto que experimentamos quando estando diante de um pesadíssimo bloco de mármore que um Miguel Ângelo transformou em estátua de Moisés ou da Pietá. O que importa ao contemplador não é a matéria marmórea, nem a dimensão do bloco de pedra fria, mas o calor da maravilha que ressalta aos olhos e fala ao coração. Talvez aqui esteja o limiar da diferença entre idolatria e simbologia, conceitos encontrados ambos na Bíblia Sagrada. O povo de Deus foi categórico ao condenar a adoração de estátuas, pois os povos vizinhos, possivelmente de espírito menos sensível, enxergavam a exterioridade das suas esculturas adorando-as como deuses e não eram capazes de penetrar o real sentido das formas como algo imaterial que nos transporta para uma outra realidade. Por isso, ao mesmo tempo em que se encontra nos textos sagrados a referida condenação ao culto idolátrico, encontra-se também a ordem de se construir estátuas como as dos dois querubins sobre a arca da aliança e a serpente de bronze no deserto, feita por Moisés. Mais tarde, compreender-se-á que a imagem da haste com a serpente capaz de trazer a cura aos que a olhassem era prefiguração do Cristo Salvador levantado no madeiro do calvário que a todos curou da malignidade do pecado e nos salvou de uma vez por todas de nossas enfermidades espirituais. O mesmo Cristo, Verbo encarnado, era uma forma material, enquanto corpo humano visível, a imagem de Deus invisível.
3. Jesus Cristo , Verbo encarnado, perfeito evangelizador
A Bíblia é o livro da comunicação do Pai, pelo Filho, à luz do Espírito Santo de toda a verdade sobre o homem e seu destino. Na verdade, a Palavra real de Deus nem é o livro, mas a Pessoa de Jesus, Deus Filho que se fez carne no seio puríssimo de Maria. Revelado nos santos evangelhos, Ele, pela palavra e pela sua pessoa inteira, é o grande evangelizador e por isso se apresenta como Caminho, Verdade e Vida. Jesus é o rosto humano de Deus e rosto divino do homem, como cantamos num dos mais belos cantos da liturgia hodierna. A obra evangelizadora de Cristo é continuada pela Igreja instituída por Ele sobre o alicerce dos doze apóstolos.
4. A Igreja , continuadora da obra evangelizadora de Cristo
Nos tempos atuais da Igreja, o termo evangelização, conceito antes expresso por outros vocábulos, tomou novo vigor sobretudo após o Concílio Vaticano II (1962-1965) passando a fazer parte freqüente do linguajar comum seja nas esferas dos documentos seja no meio popular das comunidades espalhadas em todo o mundo católico. Paulo VI, ao escrever em 1975, a sua principal Encíclica, Evangelii Nuntiandi, proclamou: Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar...(EN.14)
5. Arte-sacra, meio privilegiado de evangelização
Entre os vários instrumentos de evangelização encontra-se a arte sacra que, no decorrer da história foi a bíblia dos que não podiam ler livros e continua sendo a visualização ou a experimentação auditiva de todos quanto têm algum contato com a Palavra de Deus. Certamente não poderá ficar desconhecida a todos quanto têm a responsabilidade dos cuidados com os bens culturais na Igreja, e a quem quiser aprofundar conhecimentos sobre o valor da arte, a Carta de João Paulo II aos artistas, no dia 4 de abril de 1999,. De extraordinária beleza é o capítulo introdutório deste documento, quando diz Papa: Ninguém melhor do que vós, artistas, construtores geniais de beleza, pode intuir algo daquele pathos com que Deus, na aurora da criação, contemplou a obra das suas mãos. Na verdade, todas as formas de arte sacra não são outra coisa que a extensão da obra criadora de Deus, o primeiro e eterno artífice e o prolongamento da expressão da obra evangelizadora do Salvador, em formas especiais.
Dom Gil Antônio


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