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Gestos simbólicos na tradição bíblica e cristã.

Gestos simbólicos como profecia.
         Símbolos e ações simbólicas são uma realidade universal. Nós as encontramos em todos povos, em todas as culturas. Constituem uma forma de expressão e comunicação que ultrapassa a compreensão racional. Por isso, são capazes de dizer mais que simples palavras. Além de um grande número de símbolos, a quase cada página da bíblia, encontramos também sugestivas ações simbólicas como profecia; estas últimas muito nos interessam para compreendermos melhor as ações simbólicas na liturgia. À primeira vista, trata-se de gestos simples e cotidianos: comprar e quebrar um pote de barro, arrumar uma mala para viajar, fazer um buraco num muro, lavar os pés de amigos, amarrar pés e mãos com um cinto, partilhar um pedaço de pão e um cálice com vinho... Mas, pelo processo de identificação, abrem caminho para a compreensão de um sentido mais amplo. Introduzem e nos fazem participar de uma realidade maior. Vejamos alguns exemplos.
 
Um pote de barro em mil pedaços...
         Jeremias vai à oficina de um oleiro e observa o trabalho dele: estava modelando um pote no torno, mas não deu certo: estragou; então, começou a fazer outro pote... Jeremias entende: o Senhor Deus é como um oleiro e o povo é como a argila na mão dele. Deus fala: “Não posso eu agir com vocês como este oleiro, ó casa de Israel?”  O povo ‘estragou’ a obra de Deus, esqueceu-se dele, corre atrás de outros deuses. Mas o Senhor Deus pode modelar um outro pote; o povo pode se converter... Mas, será que vai querer se afastar do mau caminho?
         Num outro dia, o Senhor Deus manda Jeremias profetizar. Ele vai à casa do oleiro e compra um pote de barro. Convoca as lideranças do povo e, por ordem do Senhor, chama a atenção deles; profetiza contra eles, porque abandonaram o Senhor, não vivem de acordo com sua palavra, estão fazendo culto a outros deuses. Depois, na frente deles, quebra o pote de barro e diz: “Assim diz o Senhor: Eu vou quebrar este povo e esta cidade como se quebra um pote de barro, que não tem mais conserto.” Mal acaba de falar, um sacerdote que presenciou a profecia, bate Jeremias e o submete a uma sessão de torturas.
Por que o sacerdote ficou tão furioso e deu um castigo tão severo a Jeremias? Por que não fez de conta que não ouviu nada e deixou o profeta falar sozinho? É que a palavra do profeta é levada a sério por todos; um gesto simbólico realizado por um profeta, é palavra certeira do Senhor. Vai acontecer, com certeza! Então, do ponto de vista do sacerdote e de todas as lideranças da época, Jeremias merece castigo porque, com seu gesto profético de quebrar o pote de barro identificado com o povo, está destruindo a nação. (Leiam: Jeremias 18, 1-17; 19,1 – 20,2).
 
Arruma tua mala de exilado.
         Em pleno dia, enquanto todos o observam, Ezequiel arruma sua mala como quem é obrigado a sair para o cativeiro. À noite, faz um buraco no muro que cerca a cidade, para sair por ele; depois põe a mala nas costas, cobre o rosto para não ver mais sua terra natal e sai, no escuro.
         Tudo se passa no silêncio; o profeta nada diz. No dia seguinte, no entanto, Ezequiel deve completar seu gesto com uma palavra do Senhor: “Este oráculo se refere a Jerusalém e a toda a casa de Israel que reside no meio deles... Diga: Eu sou um sinal para vocês. Como eu fiz, assim será feito a eles: irão para o exílio, para o cativeiro. O príncipe que está entre eles colocará sua mala nas costas, no escuro, e sairá por um buraco feito no muro. Ele cobrirá o rosto para não ver mais sua terra...”  
O gesto dramático de quem deve sair forçado do seu país, indo para o cativeiro, deve acordar o povo, para a situação dramática da nação. Uma palavra esclarecedoraacompanha e completa o gesto.  (Leiam: Ezequiel 12, 1-16).
 
Serviço de escravo, morte de escravo.
         Jesus está reunido com seus discípulos para a ceia pascal. Ele se levanta da mesa, tira o manto, põe uma toalha na cintura. Depois, coloca água numa bacia, lava os pés dos discípulos e os enxuga com a toalha que traz na cintura... Ele faz o trabalho e usa o traje de um escravo. Jesus é o Senhor, mas à maneira de um servo, de alguém que presta serviço. E é isso que ele pede também dos seus: “Se eu, o Mestre e Senhor, lavei seus pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros...”. No dia seguinte, Jesus morre crucificado, que era a forma aplicada aos escravos condenados à morte.
O gesto repetido em cada quinta-feira santa, até os dias de hoje é convite forte para o seguimento de Jesus. (Leiam: João 13, 1-17).
(Foto: lava-pés...)
 
De pés e mãos atados com um cinto.
         O apóstolo Paulo chega a Cesaréia, na casa de Filipe e fica alguns dias com ele e sua família. Chega um profeta, chamado Ágabo, vindo da Judéia. Ele toma o cinto de Paulo, amarra com ele seus pés e mãos e declara: “Isto diz o Espírito Santo: O homem a quem pertence este cinto, assim o prenderão em Jerusalém os judeus e o entregarão às mãos dos pagãos.” Diante disso, os irmãos pedem a Paulo que não vá a Jerusalém, porque irá ser preso; mas ele responde que está pronto até para morrer, pelo nome do Senhor Jesus.
Palavras ressoam em nossa mente, mas imagens, gestos e ações simbólicas povoam todo o nosso ser. Certamente, desse dia em diante, Paulo e todos os seus tiveram que conviver com esta imagem dos pés e mãos atados com um cinto, preparando-se assim para a prisão de Paulo. (Leiam: Atos 21, 7-14).
 
Com um pedaço de pão e um cálice com vinho, a entrega suprema.
            Na última ceia com seus discípulos, antes de sua morte, Jesus tomou o pão, tomou o cálice com vinho, deu graças, partiu e deu a seus discípulos, dizendo: Tomem e comam, tomam e bebam... Isto é minha vida que entrego ao Pai, a favor de vocês, para a salvação do mundo... Todos comem e bebem e, assim, se comprometem a continuar a mesma atitude de entrega do Mestre. No dia seguinte, o gesto da entrega total ao Pai se consome na cruz: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito...”  Todas as vezes que comemos do pão partilhado e bebemos do cálice, em memória de Jesus, o Espírito toma conta de nós e nos dispõe a seguir o caminho do Mestre, confiando de que o gesto de doação total, de amor incondicional, seja caminho de salvação para a humanidade inteira.
O gesto cotidiano de sentar juntos à mesa, agradecer a Deus, comer e beber juntos, partilhar o alimento..., é assumido por Jesus para expressar todo o sentido profundo de sua vida doada por amor ao Pai e aos irmãos. (Leiam: 1Coríntios 11, 23-26; Lucas 22, 14-20, e textos paralelos em Mateus e Marcos).
 
Gestos simbólicos que se transformam em rito.
         Com o gesto simbólico com pão e vinho Jesus expressou na última ceia sua entrega total ao Pai, a realização da nova e eterna aliança e a vinda do Reino... Este gesto entrou depois para a história. Os discípulos de Jesus continuaram e continuam a realizar o mesmo gesto para fazer memória de Jesus, de sua morte e ressurreição. O gesto virou ‘rito’. E o que é um rito? Podemos dizer que é um gesto ou um conjunto de gestos ou ações simbólicas, escolhidas por um determinado grupo de pessoas (um povo, uma tribo, um movimento...), para expressar sua identidade. Por isso, a característica do rito é sua repetição. Ele se torna regra, norma. Deve ser feito daquele jeito e repetido sempre, para que o grupo possa afirmar e manter sua identidade. É a ‘tradição’ daquele grupo. Repetindo sempre, em tempos previstos, aquele gesto simbólico que virou rito, o grupo vai revivendo o acontecimento inicial e se beneficiando de tudo aquilo que significa. Assim, São Paulo pode dizer: “Todas as vezes que vocês comem deste pão e bebem deste cálice, anunciam a morte do Senhor, até que ele venha!” (1Coríntios 11, 26). O gesto simbólico com pão e vinho que Jesus realizou na última ceia virou rito nas comunidades cristãs. Da mesma forma tornaram-se ritos: o batismo, a imposição das mãos e tantos outros...
 
Ritos como memória.
Na tradição judaica e cristã, o rito ou ação ritual é sempre "memória": atualiza, traz presente, aqui e agora, a intervenção de Deus em determinado momento da história do povo. Assim, para o povo judeu, páscoa é memória da saída da escravidão do Egito (‘êxodo’); pentecostes é memória da manifestação do Senhor no monte Sinai, para a entrega da Torá (Palavra, Lei do Senhor) e realização da primeira assembléia de todas a tribos formando agora um único povo...
Para os cristãos, o rito ou ação ritual é sempre memória de Jesus, o Cristo: ‘Façam isto para celebrar a minha memória!’.  Então, para os cristãos, páscoa é memória do ‘êxodo’ de Jesus e de todo o povo que se une a ele; é memória de sua morte e ressurreição; é festa da vitória sobre a morte. Pentecostes, como complementação da páscoa, é memória da primeira assembléia do novo povo de Deus; é derramamento do Espírito Santo sobre todos os povos... O rito cristão não se restringe à memória do passado; traz presente também o futuro, ritualmente. As ações simbólicas são ao mesmo tempo gestos que recordam o passado e gestos proféticos que anunciam uma realidade futura: a páscoa que ainda vai se realizar mais plenamente, a partilha que deve se estender a todos, a volta do Senhor no fim dos tempos, o Reino de Deus que vai crescendo pouco a pouco até atingir toda a realidade...
O rito cristão expressa a fé cristã, professa Jesus como Cristo, Messias, Senhor, Salvador, o Verbo feito ‘carne’, Deus-Conosco..., como o Crucificado ressuscitado por Deus, como aquele por quem é derramado o Espírito sobre todo o universo... Sem isso, não se pode falar em liturgia cristã. Infelizmente, muitas ‘celebrações’ presumidamente ’cristãs’, não passam de divertimento ‘ritual’, enganação ou enfeite aparentemente ‘espiritual’; oferecem ritos, trabalham com símbolos e ações simbólicas, há cantos e até textos bíblicos..., mas não nos colocam na relação ‘crística’, não nos fazem assumir nosso ser-corpo-de-Cristo, povo sacerdotal, tomados/as pelo Espírito que nos faz clamar ‘Abba! Pai!’ e que nos queima com o fogo divino comprometedor... Não fazem memória da salvação realizada em Jesus Cristo, não fazem acontecer a páscoa.
Por isso, nunca é demais insistir: a realidade a que se referem os sinais sensíveis na liturgia é: Jesus Cristo, seu mistério pascal, nossa relação com ele, o Reino, a comunhão com o Pai, por Cristo, no Espírito Santo...
 
Significados objetivos e subjetivos.
         Qualquer objeto ou pessoa ou local... pode tornar-se um símbolo para cada um/a de nós. Sua vivência e seu significado são subjetivos: dizem respeito àquilo que cada um/a de nós está vivendo. No caso das ações simbólicas que se tornaram ritos, no entanto, o significado faz parte da tradição daquele grupo cultural que pratica o rito. É um dado objetivo. Ao sermos introduzidos no grupo, ao sermos iniciados/as, na convivência com o grupo, vamos recebendo e absorvendo este significado comum. Por exemplo, o sentido da ceia do Senhor, da água do batismo, da unção com o santo crisma, da imposição das mãos, do círio pascal, da cruz..., são dados objetivos de nossa fé, de nossa tradição. Não temos o direito de modificar, nem o sinal sensível, nem o significado. É o que vemos São Paulo afirmar à comunidade de Corinto a respeito da celebração e do significado da eucaristia: ‘Eu mesmo recebi do Senhor o que transmiti a vocês...’. Os estudiosos da bíblia nos fazem notar que, ao descrever a ceia do Senhor, Paulo não usa suas próprias palavras, mas as palavras já consagradas pela tradição das comunidades cristãs: ‘...na noite em que foi entregue, Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse...’.
         No entanto, o sentido objetivo precisa ser assumido subjetivamente por cada um/a de nós, a partir do momento em que nos é transmitido. O sentido comum vai se tornar assim também o sentido para mim. O sentido objetivo é aceito e assimilado como sentido subjetivo. Assim, ao ser batizado/a, crismado/a, ao celebrar a eucaristia, ao fazer o sinal da cruz, ao incensar o livro do evangelho, ao acender minha vela no círio pascal, ao sentir os respingos da água na aspersão..., assumo o sentido objetivo da tradição cristã à qual pertenço. Isso é fundamental para se poder falar em ‘participação’ na liturgia.
         Garantido este sentido objetivo fundamental, as ações simbólicas podem adquirir sentidos subjetivos complementares, dependendo das situações vividas por cada um/a de nós. Também isso faz parte das vantagens da linguagem simbólica sobre a linguagem racional. É por isso que, para quem vive profundamente cada momento da celebração, engajando-se com todo o seu ser, nenhuma celebração eucarística é igual a outra; nenhum texto bíblico proclamado, nenhuma festa pascal, nenhum advento ou natal tem o mesmo sentido de um ano para outro...; a comunhão no corpo e sangue do Senhor celebrada hoje, não tem o mesmo sentido e o mesmo efeito que em outras dias... Às vezes, o sentido novo surgirá a partir de um encontro (ou desencontro!) que tivemos com determinada pessoa, de uma notícia (boa ou ruim), da lembrança de um fato de nossa infância ou juventude, de uma palavra do texto bíblico proclamado, de um trecho de uma música cantado na celebração que nos tocou de modo particular...
 
Várias ‘camadas’ de sentido.
Assim, somando tudo, podemos perceber como que várias ‘camadas’ de sentido do sinal sensível, que vão se completando, sobrepondo-se um ao outro:
1)         Há o sentido comum, evidente. Os sinais sensíveis usados na liturgia vêm da natureza (água, ar, fogo, terra...) ou da cultura (pão, vinho, mesa, óleo...). Todos sabemos o que é água, fogo, pão, vinho, óleo, vela... e para que servem. Trata-se aqui, em primeiro lugar, do sentido funcional.
2)         Além deste sentido funcional pode aparecer nestes sinais sensíveis um sentido simbólico. Um banho de água pode ser vivenciado por nós como purificação, como desejo, como vida nova... Um pedaço de pão oferecido, ou uma fruta, ou um copo de leite, ou um cafezinho... pode ser vivenciado por nós como hospitalidade, como acolhida, como profunda amizade...
3)         Este sentido simbólico está na base dos símbolos, ações simbólicas e ritos na variedade de culturas e religiões. Cada tradição religiosa, cada cultura, tem sua própria interpretação, e, portanto, seu próprio sentido religioso dos sinais sensíveis utilizados no culto.
4)         Os sinais sensíveis usados na liturgia cristã vem da natureza (cosmos) ou da cultura. Muitos deles já vem carregados de um significado religioso. Porém, o que é específico para a simbolização na liturgia, é que todos os sinais são interpretados a partir de nossa fé cristã, a partir de Jesus Cristo e de tudo aquilo que significa para nós. Devemos conhecer seu sentido cristão. Daí a importância da Bíblia, da tradição, e a necessidade de iniciação.
Vejam como o expressa a Introdução ao Elenco das Leituras da Missa, no item 6:
          "As atitudes corporais, os gestos e as palavras com que se exprime a ação litúrgica e se manifesta a participação dos fiéis, não recebem seu significado unicamente da experiência humana, de onde são tirados, mas também da Palavra de Deus e da economia da salvação, à qual se referem."
Encontramos neste texto duas afirmações importantes a respeito dos sinais sensíveis - atitudes do corpo, gestos, palavras: 1) são tirados da experiência humana e recebem dela um significado – e, portanto, é necessário dar-lhe todo o valor; 2) além disso, precisamos acrescentar o significado que recebem da Palavra de Deus e da economia da salvação à qual se referem. Os dois significados ou sentidos não se opõem, mas se complementam.
 
5)         Para além de todos os sentidos já citados, devemos acrescentar mais um: o sentido atual, espiritual. É o sentido a mais que vem de nossa vivência atual, individual ou comunitária, inspirada pelo Espírito Santo, e que será diferente de acordo com as vivências e os acontecimentos do momento.
 
Ao participar da ação simbólica na liturgia deveremos estar atentos/as a todos estes sentidos, todos estes significados complementares.
 
Ritualidade, sim; ritualismo, não.
Mudar o rito é mudar a identidade, dissemos acima. Mas, será que ‘rito’ é algo estático, definitivo, acabado, como um galho morto?
O essencial do rito não muda, mas o sentido vai crescendo, incorporando novas experiências do povo de Deus ao longo da história. O essencial do rito não muda, mas cada grupo cultural deve poder dar-lhe uma forma própria, uma linguagem verbal, gestual, musical... Sem isto, não poderá participar de verdade do rito, não poderá captar o sentido das ações simbólicas. Como realidade humana, a tradição de um povo, seus mitos e ritos, é algo vivo; adapta-se a novas realidades, cresce e ganha novos sentidos. É como uma árvore: estende suas raízes, cresce, forma novos galhos, dá flores e frutos..., mas é sempre a mesma árvore.
Não posso querer mudar a árvore, ‘colando’ galhos, flores e frutos artificiais, que não nascem organicamente da árvore. Assim também não posso querer mudar o rito, introduzindo elementos estranhos que não nascem daquela tradição. Mas assim como não posso querer impedir que a árvore cresça, também não posso querer ‘congelar’ a tradição, querer ‘engessar’ o rito. Seria impedir que viva, que seja transmitido de geração em geração.
Por isso, devemos cuidar bem da tradição, mas não deixar que seja reduzida a tradicionalismo, que é tradição feito galho morto. Devemos cuidar bem dos ritos, da ritualidade de nossas celebrações, mas sem cair no ritualismo, como já aconteceu muitas vezes durante a história. O ritualismo, a realização do rito pelo rito, sempre foi criticado pelos profetas. Vejam, por exemplo, Isaías 29,13:
 
O Senhor disse (...) este povo se chega junto a mim com palavras e me glorifica com os lábios, mas o seu coração está longe de mim e a sua reverência para comigo não passa de mandamento humano e de coisa aprendida por rotina...”
 
            Para aprofundar o assunto:
1)         O que foi novo para nós neste texto?
2)            Todos os símbolos são ritos? Todos os ritos são ações simbólicas?
3)         Por que é tão importante a repetição nos ritos?
4)         Dê um exemplo de um símbolo que se tornou rito.
5)            Ações simbólicas que se tornaram ritos podem ser mudados?
6)            Escolham uma ação simbólica feito rito na liturgia cristã (por exemplo: a unção com óleo dos catecúmenos na liturgia do batismo, ou aspersão com água na liturgia de domingo, ou a comunhão eucarística com pão e vinho...) e procurem identificar as cinco ‘camadas’ de sentido (sentido comum, simbólico, religioso, cristão, espiritual).
 
 
Ione BUYST, In: Celebrar com símbolos. 2a ed. São Paulo, Paulinas, 2002 (Col. Celebrar), pp. 19-28.


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