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Liturgia em mutirão - Os “comentários” na Liturgia da Palavra

Os “comentários” na Liturgia da Palavra – Pe. Carlos Gustavo Haas.
        É comum em nossas celebrações o uso de subsídios, mais conhecidos como “folhetos” para orientar e ajudar as comunidades a bem celebrar. Além dos “comentários” no início da celebração, na preparação das oferendas, na comunhão e no final (sobre eles falaremos em outra oportunidade), alguns folhetos apresentam um “comentário” para cada uma das leituras enquanto que outros apresentam apenas um comentário geral, no início da Liturgia da Palavra. Qual a maneira correta?
        Na celebração litúrgica, as “introduções”, os “comentários”, prestam o serviço de “iniciar”, despertar, dispor a assembléia para a ação litúrgica que irá acontecer. Para usarmos um termo dos Meios de Comunicação Social, estas “introduções” poderiam ser comparadas às “chamadas” que anunciam e preparam a assembléia para a escuta do Senhor.
        No caso específico da Liturgia da Palavra, não é absolutamente necessário um “comentário”. Poderia muito bem ser dispensado. Mas muitas comunidades sentem a necessidade de uma pequena “motivação” ou introdução. Neste caso, é conveniente fazer apenas um comentário para introduzir a Liturgia da Palavra, com a finalidade de preparar e dispor os fiéis a ouvirem atentamente as três leituras (1a. leitura, 2a. leitura e Evangelho).
        Por quê? Desta forma, daremos mais valor à Palavra proclamada. Esta não pode ser interrompida ou intercalada com comentários e explicações que quebrem sua unidade e o ritmo da celebração. A explicação e a atualização da Palavra devem ser feitas em seu local próprio, a homilia.
        A assembléia litúrgica não é apenas destinatária da ação litúrgica, mas é protagonista, povo sacerdotal, não dependendo de “palavras de ordem” para participar. A liturgia não é apenas “palavra” mas uma ação ritual-simbólico-sacramental. Por isso, muito mais do que um “comentário”, é a atitude do leitor, do salmista, do diácono ou do presidente da assembléia que vai ajudar para que a Palavra seja ouvida e acolhida. Neste contexto, para uma frutuosa proclamação e acolhida da Palavra, adquirem muita importância o ambão, sua localização e sua ornamentação; um bom microfone; a veste litúrgica própria dos leitores, um refrão orante.
        Observemos o que dizem dois documentos litúrgicos:
        a) Sacrosanctum Concilium, 35: “Procure-se também inculcar, por todos os modos, uma catequese mais diretamente litúrgica, e prevejam-se nas próprias cerimônias, quando necessário, breves esclarecimentos, feitos só nos momentos mais oportunos, pelo sacerdote ou ministro competente, com palavras prescritas ou semelhantes às prescritas”.
        b) Instrução Geral ao Missal Romano, 31: “Da mesma forma cabe ao sacerdote, no desempenho da função de presidente da assembléia, proferir certas admoestações previstas no próprio rito. Quando estiver estabelecido pelas rubricas, o celebrante pode adaptá-las um pouco para que atendam à compreensão dos participantes; cuide, contudo, o sacerdote de manter sempre o sentido da exortação proposta no livro litúrgico e a expresse em poucas palavras. Pode, com brevíssimas palavras, introduzir os fiéis na missa do dia, após a saudação inicial e antes do rito penitencial, na liturgia da palavra, antes das leituras; na Oração eucarística, antes do Prefácio, nunca, porém, dentro da própria Oração; pode ainda encerrar toda a ação sagrada antes da despedida”.
        Seria interessante retomar tudo o que o Missal Romano prevê para a celebração da Liturgia da Palavra, com destaque aos momentos de silêncio após cada leitura (cf. IGMR, 128-134). Aí está claro que os “comentários” não têm a finalidade de dar informações catequéticas ou moralistas, mas devem ser mistagógicos, isto é, conduzir a assembléia à plena participação da ação litúrgica. Devem ser convites de cunho espiritual, sempre discretos, orantes, a serviço do diálogo entre Deus e seu povo reunido, portanto, sem interrupção do fluxo do rito. Vale lembrar um dos princípios na ação litúrgica: “que as nossas palavras na Liturgia não neguem a Palavra, mas a sirvam”.
        Seria igualmente interessante não mais usar a palavra “comentarista” ou “comentário” em nossos folhetos, visto que não é este o espírito das monições apresentadas. Muitos usam a palavra “animador” que, mesmo não sendo a ideal, é a que mais se aproxima da função litúrgica exercida por esta pessoa.
       
        Perguntas:
        Como percebemos os “comentários” em nossas celebrações? Lemos dos “folhetos”? Preparamos textos próprios? Em que momentos os fazemos?
        Qual a importância e a função da pessoa que exerce o ministério de animador(a) da celebração?
        Proposta: sem consultar os “folhetos litúrgicos”, vamos preparar juntos o que será dito pelo(a) animador(a) da celebração do próximo domingo?
        Fonte: CNBB



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