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Fonte: Católico.org
 
 
 
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Tríduo pascal e tempo pascal

Pe. Egídio Balbinot
 
1. Alguns elementos históricos
No primeiro século do cristianismo o domingo era o dia da celebração da ressurreição do Senhor. O livro dos Atos dos Apóstolos nos conta que os apóstolos se reuniam sempre no primeiro dia da semana para fazer memória da ressurreição do Senhor (At 20, 7-11).
O nome “primeiro dia da semana” é usado nas Igrejas de língua siríaca. A denominação “dia do Senhor” é própria das Igrejas de língua grega (Ap 1,10), depois traduzida para o latim por dies dominica, e depois dominica (domingo).
Outros textos do Novo Testamento e dos santos padres nos falam das reuniões no dia do Senhor. O domingo era, no tempo apostólico, uma comemoração pascal semanal.
Pela metade do século II os cristãos começam a dar um destaque maior a uma celebração anual: o domingo de Páscoa. A data desta festa tem como referência o dia 14 de Nisan. Como era celebrada esta festa?
Iniciavam com um jejum rigoroso de um, dois ou mais dias. Depois havia uma vigília que durava toda noite que precedia o domingo da ressurreição. A Igreja primitiva, uma igreja perseguida, tinha sua liturgia ligada a uma dimensão de vigília. Nesta vigília passavam a noite toda com orações, súplicas, leitura dos profetas, do evangelho e dos salmos. Lendo trechos do Primeiro e do Segundo Testamento, comemoravam toda a obra salvífica de Deus, toda a história da salvação, a partir da criação do mundo, através da libertação do povo hebreu da escravidão do Egito. De madrugada, ao nascer do sol, interrompiam o jejum, liam o relato da ressurreição e celebravam a eucaristia, comiam alegres e felizes na certeza da ressurreição.
O jejum e a festa são dois elementos indissociáveis na celebração primitiva da páscoa.
Os elementos fundamentais da vigília pascal são: jejum, reunião da comunidade dos fiéis, vigília de oração, leituras do Primeiro e Segundo Testamento, celebração da eucaristia, refeições (ágapes) fraternas do Cristo ressuscitado.
Neste primeiro período da história da Igreja, a Páscoa foi o único centro da pregação, da celebração e da vida cristã. Tudo foi visto neste centro e a partir deste centro: o evento de Cristo morto e ressuscitado. Celebra-se, portanto, o mistério, ou seja, a Páscoa. Nela se concentra toda a vida e a obra da salvação de Cristo. Até o século IV permanece a visão global e unitária do mistério pascal com forte concentração no “Cristo crucificado, sepultado, ressuscitado” (Santo. Agostinho).
A partir do século IV, por influência da comunidade de Jerusalém, começa a prevalecer o critério da historização dos relatos do evangelho. Passa-se assim a celebrar e contemplar cada momento da paixão, morte e ressurreição. Nasce daí a semana santa. Começou-se a celebrar na quinta-feira a instituição da eucaristia. A celebração do batismo na noite pascal contribuiu para se criar um “antes” e um “depois” da celebração do tríduo pascal. Com as conversões em massa a partir de Constantino (313), a noite pascal passou a ser a grande noite batismal do ano.
Na manhã de quinta-feira acrescenta-se a missa para a “reconciliação dos penitentes” e a missa do crisma. Nasceu assim a quaresma como tempo de preparação dos catecúmenos para o batismo e a preparação dos penitentes para a reconciliação na manhã da quinta-feira santa. Nos primeiros séculos, a Igreja tinha práticas especiais para os pecadores que voltavam ao arrependimento. Durante os séculos IV e V houve um desenvolvimento dessas práticas, acrescentado-se a imposição das cinzas. O penitente revestia-se de saco, mostrando a todos que era um penitente. Recebiam as cinzas apenas aqueles que eram penitentes arrependidos. Nos século XII, a imposição das cinzas é introduzida na liturgia oficial da Igreja.
Os batizados na noite da páscoa tinham a necessidade de serem introduzidos mais profundamente no conhecimento do mistério, através de uma catequese apropriada. Por isso, a celebração pascal, prolonga-se na oitava da Páscoa e no tempo pascal dos cinqüenta dias (pentecostes).
A partir do século VII, a vigília pascal passou a perder sua força, pois já não se consagrava toda a noite para a vigília. Ela começava às duas da tarde e, no surgimento da primeira estrela, celebrava-se a eucaristia. A bênção do fogo realizava-se ao meio dia. A vigília perdeu o seu simbolismo e o povo deixou de freqüentá-la. Em 1566 Pio V proíbe que se celebre missa na tarde do sábado. Em 1951, Pio XII atendendo a um apelo do movimento litúrgico, autorizou a celebração noturna da vigília pascal que se tornaria obrigatória em 1955.
No missal de 1970, a vigília pascal retoma uma maior unidade, simplicidade e riqueza de conteúdo. Na liturgia da palavra há uma unidade e uma coerência nas 7 leituras bíblicas; e a liturgia batismal tem seu lugar após o anúncio da ressurreição e da homilia.
 
2. Alguns elementos teológicos
O Tríduo Pascal é o núcleo da ação litúrgica da Igreja. Nele celebramos a morte, o sepultamento e a ressurreição de Jesus.
2.1 A Páscoa da Ceia
A porta de entrada é a celebração vespertina da Ceia do Senhor. Nela fazemos memória da ceia de Jesus e do seu mandato para continuar celebrando em sua memória. A Igreja hoje repete esta ceia para perpetuar a Páscoa do Senhor.
A Instrução Geral do Missal Romano diz: “Na última ceia, Cristo instituiu o sacrifício e o banquete pascal, por meio do qual tornou-se continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, no momento em que o sacerdote, que representa Cristo Senhor, realiza aquilo que o próprio Senhor fez e confiou aos seus discípulos para que o fizessem em sua memória. De fato, Cristo tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e o deu a seus discípulos, dizendo: Tomai, comei, bebei; este o meu corpo; este é o cálice do meu sangue. Fazei isto em minha memória. Por isso, a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em vários momentos, que correspondem a estas palavras e gestos de Cristo”(nº 48).
Na celebração do rito eucarístico fazemos memória das diversas páscoas que ocorreram na história da salvação: a páscoa do Senhor na saída do Egito, a páscoa dos judeus como ceia memorial, a páscoa de Cristo, através de sua paixão morte e ressurreição, e a páscoa da Igreja, celebrada e atualizada na celebração da eucaristia. [1]
“A última ceia é significada pelo Senhor como forma de estabelecimento de uma aliança nova, sinalizada pelo pão e o vinho partilhados. O ato de comer e tomar uma refeição em conjunto possui uma significação própria, como conseqüência de uma reciprocidade e cumplicidade que se estabelece na relação. O Cristo que entrega a eucaristia é o mesmo que dá o seu corpo e derrama o seu sangue por nós. No lava-pés, temos uma concretização eloqüente dessa entrega de Jesus até o fim”[2].
 
2.2 A páscoa da cruz
O foco central da Sexta-feira santa é o mistério da cruz, instrumento de morte mas também de redenção. “A verdadeira páscoa é a paixão de Cristo”, dizia São Cromácio de Aquiléia. De fato, é a partir da ressurreição que celebramos a morte da cruz. Pará nós cristãos a cruz é sinal de vitória, não de derrota. Por isso na liturgia das horas nós rezamos: “Adoramos Senhor o vosso madeiro, vossa ressurreição nós celebramos”. A morte e a ressurreição de Cristo são sinais da restauração do Reino de Deus.
 
2.3 A páscoa da ressurreição
A páscoa da ressurreição inicia com a celebração da Vigília Pascal. É uma noite de expectativa, de festa, de alegria, de esperança. É noite de vigília, de passagem do mundo velho para o novo, da escravidão para a liberdade, da morte à vida.
“O ponto de referência é o Êxodo, cumprido e realizado na páscoa de Cristo. A procissão luminosa, precedida pelo Cristo pascal, como a antiga coluna de fogo que guiava os israelitas, torna-se sinal desse êxodo que se realiza na vida da comunidade reunida. O batismo evoca a passagem do mar Vermelho, onde os cristãos atravessam as águas do mal e renascem para uma vida nova. A eucaristia, novo maná, alimenta o novo povo de Deus pelo deserto da vida. O próprio ato de se reunir no meio da noite, em vigília, já possui, por si, um dinamismo pascal, conforme Santo Agostinho exortava sua comunidade: Nossa fé, já fortalecida pela ressurreição de Cristo, expulsa de nós todo o sono; e esta noite, iluminada que é de nossa santa vigília, se enche de toda claridade; ela nos dá a esperança que, com a Igreja inteira, sobre toda a face da terra, nós não seremos mais surpreendidos pela noite, quando o Senhor voltar”.[3]


[1] Cf. Bergamini, Augusto. Cristo festa da Igreja: o ano litúrgico. São Paulo, Paulinas, 1994 p 317.
[2] Marcelo Guimarães e Penha Carpanedo, Celebrar a Páscoa, in Revista de Liturgia 170, março/abril de 2002 p. 4.
[3] Idem p. 5


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