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Fonte: Católico.org
 
 
 
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Tempo Comum

Penha Carpanedo

Se o ciclo pascal consagra, com mais intensidade, um tempo especial para celebrar a memória da vida, morte e ressurreição de Jesus, o tempo comum prolonga a ternura da festa anual pelo ano inteiro. 1 Aliás, antes mesmo de se organizarem as festas anuais, com seus tempos de preparação e prolongamento, o que havia primitivamente na Igreja era o tempo comum, marcado pelo ritmo semanal que consagrava o domingo como Dia do Senhor e, pelo ritmo diário, que associava as horas do dia ao mistério pascal, especialmente o amanhecer e o entardecer. Além disso, desde cedo os cristãos ligaram ao mistério do Senhor a memória de Maria e das santas testemunhas de Jesus.

No ritmo semanal, o domingo

O domingo é o principal dia de festa em todos os tempos litúrgicos, mas no tempo comum ganha uma força própria. Nele não focalizamos aspectos particulares do mistério de Cristo, mas o veneramos em sua totalidade, vivo e presente na comunidade dos que crêem. São vários os elementos rituais que enfatizam o domingo dando sentido ao tempo.

Desde o primeiro momento da celebração, fica evidente a presença do Cristo ressuscitado mediante os ritos iniciais que têm, justamente, a finalidade de congregar os dispersos, expressando que somos o povo de Deus, corpo eclesial de Cristo chamado a ser no mundo testemunha de sua páscoa. O canto de abertura tem a ver com o mistério da Igreja, cumpre a função de unir os corações ao unir as vozes, e dessa maneira torna visível que a assembléia seja o primeiro sacramento do ressuscitado no Dia do Senhor. Explicita o sentido do domingo como dia memorial da páscoa.

Como parte dos ritos iniciais, no lugar do ato penitencial, o missal sugere o rito da bênção e aspersão da água. O rito tem o sentido de reavivar em nós a graça que nos foi dada no batismo pela qual participamos da assembléia dominical e de toda a vida sacramental da Igreja (cf. SC 14). A oração indicada para os domingos do tempo comum pede que ao sermos aspergidos pela água se renove em nós a fonte viva da graça de Deus , clara alusão a João 7,37-38 referindo-se ao Espírito como uma fonte a jorrar do seio de quem crê.

Há ainda outros elementos rituais que enfatizam o sentido pascal do domingo: o acendimento da vela, o uso do incenso, o canto do aleluia na aclamação ao evangelho. A recordação da vida liga a celebração semanal da páscoa com os apelos que vêm da vida, seja da religiosidade popular, da pastoral das Igrejas, das lutas pela sobrevivência e do anseio pela paz, reconhecidos como sinais da páscoa no coração da história.

O Ofício Divino das Comunidades valorizou o ofício de vigília, no sábado à noite, com o rito do lucernário. Esa vigília, retomando o ambiente e o conteúdo da vigília pascal no início de cada domingo, dá um caráter festivo à celebração semanal da páscoa.

O rito fundamental que explicita a identidade do domingo é a nossa Ceia com o Senhor, a liturgia eucarística, na qual tomamos o pão e o vinho (preparação da mesa), damos graças (oração eucarística), partimos o pão (fração), comemos e bebemos (comunhão), em memória da vida, morte e ressurreição de Jesus. Particular atenção deve ser dada aos prefácios. Sabemos que, durante quatro séculos, o único prefácio usado no domingo foi o da Santíssima Trindade 2 . Na reforma do Concílio Vaticano II foram introduzidos novos prefácios de caráter marcadamente pascal. Uma leitura atenta destes textos mostrará as ricas expressões que põem em evidência o mistério pascal considerado em sua globalidade no tempo comum. Vejamos por exemplo o prefácio I: “Por Cristo, vós nos chamastes das trevas à vossa luz incomparável, fazendo-nos passar do pecado e da morte à glória de sermos o vosso povo, sacerdócio régio e nação santa, para anunciar, por todo o mundo, as vossas maravilhas”.

Alguns domingos do tempo comum cedem lugar à celebração de outros mistérios da vida do Senhor , expressando a multiforme riqueza da revelação de Deus em Jesus Cristo, nosso salvador: no primeiro domingo depois de pentecostes a solenidade da Santíssima Trindade e no último domingo do tempo comum a solenidade de Cristo, Senhor do universo. Quando há coincidência de data, no dia 2 de fevereiro celebra-se a festa da apresentação do Senhor, no dia 6 de agosto a da transfiguração do Senhor, no dia 14 de setembro a da exaltação da Santa Cruz e no dia 9 de novembro a festa de Dedicação da basílica do Latrão... 3

Em cada domingo uma palavra de
salvação

Nos domingos do tempo comum destaca-se a leitura semi-contínua, em três anos, dos evangelhos sinóticos, no que diz respeito à vida pública de Jesus, exceto no segundo domingo (dos três anos), em que se lê João. A partir do terceiro domingo segue a leitura de um evangelho sinótico 4 acompanhando o sucessivo desenvolvimento da vida e da pregação de Jesus. Nos primeiros domingos os relatos são de manifestação na vida pública, insinuando certa continuidade com o ciclo do natal; nos últimos domingos, a dimensão escatológica dos textos prepara o terreno para o tempo do advento que, na primeira parte, evoca o mistério da vinda do Senhor no fim dos tempos.

Em cada domingo, sem perder de vista a dimensão global da memória dominical, nossa atenção se volta para as leituras bíblicas: o evangelho, em sintonia com os textos da primeira aliança (leitura e salmo), afirmando a unidade entre os dois testamentos; a leitura semi-contínua das cartas de Paulo e de Tiago 5 lembrando os aspectos da vida da Igreja.

Por seu caráter sacramental, a Palavra é mais que leitura de um texto, é antes, um evento pascal. Mediante a Palavra, Cristo se faz presente na assembléia (cf. SC 7). Portanto, as palavras e as ações de Jesus indicam que a memória do mistério pascal inclui também a sua vida e o seu ministério a favor dos fracos, dos doentes, dos excluídos. A total e definitiva entrega de Jesus na cruz é a plenitude de muitas entregas ao longo de sua itinerância missionária. O Canto que acompanha o rito da comunhão retomando o evangelho aponta para a unidade entre mesa da palavra e mesa eucarística e, no tempo comum especificamente, chama a atenção para a unidade entre as ações cotidianas de Jesus e sua entrega na ceia e na cruz. Ao fazer memória da salvação de Deus na missão de Jesus, somos conduzidos/as pelo Espírito a uma vida pascal, a passar, com Ele, da morte à vida, amando os irmãos, as irmãs (cf. 1João 3,14).

A consciência da força sacramental da Palavra e da reunião da comunidade leva as comunidades impedidas de celebrarem a Eucaristia, a se reunirem aos domingos, sob a presidência de ministros/as leigos/as, para renovar a fé no Cristo ressuscitado e deixar-se conduzir pelo seu Espírito.

No ritmo diário, as horas

Embora a celebração da eucaristia tenha se tornado prática regular nos dias da semana ao longo de todo o ano litúrgico e tenhamos um lecionário próprio para a missa nos dias feriais, não parece ter sido assim no início da Igreja. O que caracterizava nos inícios a celebração dos dias feriais, em geral, era o que se chamou mais tarde de Ofício Divino, celebração que associa o mistério pascal de Cristo às diversas horas do dia.

O Ofício Divino articula-se com o ritmo anual e semanal, porém, o seu específico, é fazer memória da páscoa no ritmo das horas, especialmente de manhã e à tarde “tidos como os dois pólos do Ofício Cotidiano” (SC, n. 89). O ofício da manhã recorda a ressurreição de Jesus, à luz do sol nascente; no ofício da tarde, faz-se a memória da entrega de Jesus na ceia e na cruz, tomando como referência o simbolismo do entardecer. No tempo comum, mais que em outros tempos, fica bem explícito o sentido da hora, especialmente através dos hinos de cada ofício.

O Ofício Divino das Comunidades tem proporcionado às comunidades eclesiais, à pastoral da juventude, aos círculos bíblicos, organizarem a sua oração cotidiana com uma referência bíblica e litúrgica, com uma linguagem orante, poética e musical próxima da cultura do povo e da piedade popular. É uma alternativa à missa diária, principalmente nos lugares onde não há ministro ordenado, inclusive podendo inserir na celebração do ofício os textos bíblicos do lecionário ferial da missa, sobretudo o evangelho.

Memória das testemunhas do
mistério pascal

À memória do Senhor liga-se a recordação das testemunhas da fé que mais se configuraram ao seu mistério pascal: a santa Virgem Maria, os apóstolos, os mártires, os santos e santas. Grande parte dessas memórias ocorre nos dias da semana do tempo comum, para preservar do domingo a sua dimensão de páscoa semanal. 6 Mas algumas são transferidas para o domingo, como é o caso das solenidades da Assunção de Nossa Senhora; de Pedro e Paulo e de todos os santos. Outras podem ocorrer no domingo: Nossa Senhora da Conceição Aparecida; nascimento de São João Batista; o santo ou santa padroeira e, ainda, a comemoração dos fiéis defuntos.

Toda celebração cristã realiza-se na comunhão dos que tiveram suas vidas transfiguradas no seguimento de Jesus e do seu Espírito. Por isso, em cada celebração, nosso louvor se reveste de força pela oração da “Jerusalém celeste, a assembléia dos eleitos, (...) dos justos e dos profetas, dos mártires e dos apóstolos, dos anjos e dos arcanjos...” 7 Além disso, há dias especialmente dedicados à memória das testemunhas que têm seus nomes inseridos no calendário da Igreja.

Ao celebrar a memória das testemunhas de Cristo, entramos em relação com as diferentes experiências que confirmam na Igreja a universalidade e a atualidade do mistério de Cristo. Acolhemos o testemunho de quem alcançou a plenitude, deixando-nos inspirar pelo exemplo de suas vidas . Na diversidade e originalidade de cada santo ou santa, buscamos a beleza da santidade de Deus e, unindo-nos à intercessão de suas preces , oramos para que cresça em nós o desejo de trilhar os seus caminhos. Não dirigimos nosso louvor a Maria e aos santos, mas ao Pai, por Cristo, no Espírito, junto com Maria e os santos e santas.

Fazer da vida uma páscoa contínua

Para viver a liturgia e fazer dela uma fonte de espiritualidade é importante descobrir na prática a relação entre a celebração litúrgica e a oração pessoal, dentro e fora da celebração, de tal maneira que possamos fazer o que Mariano Magrassi sugere: “penetrar nas fórmulas litúrgicas com uma contemplação calma, amorosa e cheia de fé e admiração”. E ele acrescenta: “Quando o coração consegue isso coloca em movimento toda a existência”.

Dentro da celebração, trata-se de participar com atenção, de tal maneira que a mente acompanhe o que a boca profere (cf. SC 11). Significa que não basta ler ou escutar superficialmente, é preciso prestar atenção nas leituras bíblicas, nos salmos, nos textos litúrgicos (orações, cantos...), nos gestos. É preciso que a liturgia seja preparada de tal maneira que haja momentos de silêncio que nos permita receber com calma e acolher o que nos é proposto. Essa qualidade de participação na liturgia não é algo que se dê automaticamente. Supõe iniciação cristã que se faz mediante um itinerário e por um processo de formação que inclui anúncio, profissão de fé e celebração, visando introduzir a pessoa “na vida de fé, da liturgia e da caridade do povo de Deus” (RICA n. 98). Quando essa etapa foi falha, é necessário prever programas de formação que introduzam as pessoas no sentido e na linguagem da liturgia. Em nossa experiência de formação temos procurado um método inspirado na pedagogia própria da iniciação cristã, de tal maneira que o ensino não seja apenas informação de conteúdos, mas transmissão de uma herança através da experiência.

Além disso, a participação frutuosa leva a prolongar na vida o mistério celebrado, seja através de uma vida de amor e de serviço, seja através da oração pessoal. No que diz respeito a essa última, creio que seja importante destacar a prática da leitura orante como um método que nos disciplina na leitura assídua e contextualizada da Palavra de Deus. O relato dos sinóticos é testemunho da consciência de um itinerário de amadurecimento da fé na Igreja primitiva, o mesmo itinerário que nossas comunidades dominicais são chamadas a percorrer nesse tempo em que vivemos. Ouvindo tais relatos na ação litúrgica e sua atualização na homilia, e retomando a leitura na oração pessoal, vamos entrando na trama de cada evangelho e buscando mais profundamente o sentido da Palavra em nossas vidas. O mesmo se pode dizer em relação às demais leituras, aos salmos, aos prefácios, às músicas e à própria oração eucarística; e não só os textos referentes aos domingos, mas também os que nos são propostos para cada dia da semana.

Fonte: Revista de Liturgia

 



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