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Fonte: Católico.org
 
 
 
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Ambiguidade da cruz e da ressurreição

Érico João Hammes

A tradição cristã iniciou com a afirmação da ressurreição de Jesus. Após a morte da sexta-feira, na manhã do terceiro dia, quando tinha passado o dia de repouso, o túmulo de Jesus é encontrado vazio. Contra todas as expectativas, começam sinais de sua presença, de uma forma nova. Jesus não está mais entre os mortos, mas vive e é possível viver com ele e continuar sua comunidade. Esta certeza desencadeia um movimento de adesão aos princípios e à vida inspirada em seu exemplo. A ressurreição confirma a história de Jesus, a sua vida e as suas palavras. A cruz é vista, não mais como um fracasso, mas como um passo em direção à vida. Jesus tinha razão e era efetivamente alguém muito próximo de Deus. Conseqüentemente a comunidade se organiza em torno das suas idéias e se inspira em seu modo de vida.

Com o passar dos anos, foi necessário recuperar o passado de Jesus e lembrar a cruz como o final de uma história. Primeiro com afirmações gerais e depois com as narrativas mais extensas, registradas nos evangelhos. O que se pretendia dizer é que o ressuscitado era o crucificado. A cruz não se deu por vontade divina de eliminação do Filho, mas como parte de sua encarnação. Pelo fato de haver entrado na história humana, o Filho também ficou sujeito à maldade humana. Assim a cruz passa a ser lida como expressão máxima da maldade pecaminosa do ser humano.

Ao mesmo tempo, no entanto, torna-se o sinal da fé cristã. Crer em Jesus como o Filho de Deus, significa aceitar a cruz como seu símbolo. Em muitas circunstâncias já não expressa mais a dor e a perseguição sofridas pelo Filho, mas simplesmente sua força de redenção. A cruz, em geral, é transformada em símbolo de grandeza e de dominação. Por isso faz-se presente em todos os lugares e serve a todos os pretextos. De outro lado, circunstancialmente, é usada como símbolo da dor e da necessidade de suportar o sofrimento. Em ambos os casos fica desvinculada da ressurreição e perde seu significado original de atestar a capacidade divina de participar em toda radicalidade da dor humana.

A condenação de Jesus à morte de cruz, mostra do que a prepotência humana é capaz. Se pensarmos nos atos de violência em nossos dias, na arbitrariedade de determinados governantes matando indiscriminadamente pela guerra, se levarmos em consideração os milhões de pessoas que não são levadas em consideração nos planos econômicos em âmbito mundial ou local, nos damos conta de que se trata da mesma prepotência. Pior: muitas vezes em nome da cruz. Até mesmo em muitas comunidades e famílias cristãs o cristianismo exclui e deixa morrer sem se dar conta de que assim prolonga a cruz de Jesus. Este é um cristianismo que não sabe solidarizar-se com a cruz, chegando-se à situação paradoxal de, em nome da cruz, continuar crucificando.

A ressurreição, por sua vez, deixou de ser vista ou escondeu a cruz. Quando se deu importância demais à cruz, tornando-a símbolo da salvação, a ressurreição ficou reduzida a um milagre. Uma outra forma de deturpar a ressurreição consiste no seu isolamento da cruz. Enxerga-se a ressurreição como uma vitória triunfal, como se fosse uma final de campeonato, ou fruto do empenho pessoal. Torna-se uma força mágica, desvinculada das contradições e da violência às quais o próprio Jesus fora submetido. A ressurreição, assim entendida, já não é mais fiel ao Evangelho e à história de Jesus. Ele atravessou a dor e sofrimento, aceitando-os como parte de sua vida. Não aceitou a tentação de um Deus fácil, mas experimentou a sua distância como forma de proximidade humana.

A cruz e a ressurreição formam uma unidade. A ressurreição mostra que o mistério divino está na cruz. Sem a ressurreição a cruz se torna um assassinato. Quando não se vê a Deus nas pessoas sofredoras, a afirmação da ressurreição é uma falsidade. Ficar impassível ou indiferente ante o sofrimento de alguém, é não crer na ressurreição. Pensar que a cruz é «natural», fechando os olhos à miséria de seu semelhante; ou resignar-se como se o mundo tivesse que ser assim, é negar a possibilidade manifesta com a vitória pascal.

A ressurreição é a garantia da presença divina em nossa vida, mostra a força do Espírito vivificador, atuante nas águas batismais, nas fontes, nas chuvas, no orvalho e capaz de recuperar os nossos rios contaminados. Por isso, proclamamos alegremente o «Aleluia», cantai ao Senhor!



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